Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de março de 2021
A obesidade alcançou quase um terço das mulheres adultas no Brasil no ano de 2019, de acordo com dados do levantamento Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, divulgado pelo nesta quinta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Segundo a pesquisa, a obesidade cresceu entre 2013 e 2019 ao redor do mundo, mas especialmente em países de renda baixa ou média, como o Brasil. Em 2013, 17,5% dos homens com pelo menos 20 anos de idade eram obesos, contra um porcentual de 25,2% entre as mulheres. Em 2019, 22,8% dos homens nessa faixa etária estavam obesos, assim como 30,2% das mulheres.
A pesquisa também identificou que as mulheres com 18 anos ou mais de idade apresentavam mais sobrepeso e se encontravam mais insuficientemente ativas do que os homens em 2019.
No Brasil, em 2019, as mulheres dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro do tempo que os homens: 21,4 horas contra 11 horas semanais.
Embora na Região Sudeste as mulheres dedicassem mais horas a estas atividades (22,1 horas), a maior desigualdade se encontrava na Região Nordeste: 21,8 para elas e 10,5 para eles, ou seja, 11,4 pontos percentuais.
As mulheres pretas ou pardas estavam mais envolvidas com os cuidados de pessoas e afazeres domésticos, com o registro de 22,0 horas semanais em 2019, ante 20,7 horas para mulheres brancas.
Também há diferenças marcantes por classes da população em ordem crescente de rendimento domiciliar per capita: as mulheres que fazem parte dos 20% com os menores rendimentos trabalham em média 24,1 horas nas atividades de cuidados e afazeres domésticos, enquanto as que se encontram nos 20% com os maiores rendimentos trabalham 18,2 horas.
Mulheres que necessitam conciliar trabalho remunerado com os afazeres domésticos e cuidados, em muitos casos, aceitam ocupações com carga horária reduzida. Em 2019, cerca de um terço das mulheres (29,6%) estavam ocupadas em tempo parcial (até 30 horas semanais de trabalho), quase o dobro do verificado para os homens (15,6%).
As mulheres pretas ou pardas eram as que mais exerciam o trabalhado parcial, que representava 32,7% do total, contra 26,0% das mulheres brancas. Os homens em trabalho parcial eram 17,2% entre pretos e pardos e 13,5% entre brancos. As regiões Norte e Nordeste apresentaram as maiores proporções de mulheres ocupadas em trabalho parcial: 39,2% e 37,5%, respectivamente.
A esperança de vida das mulheres aos 60 anos era maior do que a dos homens e aumentou entre 2011 e 2019. Em 2011, a esperança de vida de uma mulher de 60 anos no Brasil era de 23,1 anos e passou para 24,4 em 2019. Já a dos homens subiu de 19,6 para 20,7 anos. Uma mulher de 60 anos na Região Sul tinha quase 3 anos a mais de expectativa de vida que uma mulher da mesma idade na Região Norte: 25,3 e 22,4 anos, respectivamente.
A mortalidade na infância (probabilidade de uma criança morrer antes dos cinco anos de idade) entre os meninos passou de 20,6 em cada mil nascidos vivos, em 2011, para 15,1, em 2019. Entre as meninas, o indicador passou de 17,2 para 12,8, em cada mil nascidas vivas. Enquanto na Região Norte uma menina nascida em 2019 tinha 17,2‰ de chances de morrer com menos de 5 anos, na Região Sul as chances eram de 9,0‰.
Tabagismo
Em 2019, enquanto 15,7% dos homens de 15 anos de idade ou mais responderam consumir algum produto de tabaco, o percentual foi de 9,4% para as mulheres. Em comparação com 2013, quando a faixa etária investigada foi a partir de 18 anos, o tabagismo diminuiu para ambos os sexos, quando as taxas eram de 18,9% para os homens e 11,0% para as mulheres, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde. As informações são do IBGE.
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