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Comportamento A pandemia mudou o namoro para sempre?

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Nos EUA, o namoro ganhou força total. Mas pode ser que nunca mais seja como antigamente. (Foto: Reprodução)

Tempos atrás, romance frequentemente envolvia um jantar e um filme, alguns drinques em um bar lotado ou um beijo de boa noite – experiências íntimas que foram abruptamente substituídas na pandemia pelo distanciamento social, pelo uso de máscara e pela ameaça de contrair uma doença mortal. Simplificando, namorar em 2020 foi “realmente assustador. Não há nada menos sexy do que, por exemplo, arriscar seu bem-estar físico”, disse recentemente Monica Zahl, estudante de pós-graduação no Brooklyn, em Nova York. Cerca de seis meses depois do início da pandemia, Zahl, de 23 anos, voltou a namorar, começando com encontros ao ar livre em parques e bares.

A máscara permanecia até o momento que ambas as pessoas concordassem em tirá-la, e era necessário um consentimento explícito antes de entrar nos lugares. Atualmente, porém, Zahl já está protegida com a vacina e menos cautelosa a respeito de onde encontra as mulheres e com que cuidado as examina.

“Certamente, estou mais frívola”, comentou a estudante. Ela não está sozinha. Agora que muitas das rotinas corriqueiras anteriores estão de volta, o namoro ganhou força total. Mas pode ser que nunca mais seja como antigamente.

Para algumas pessoas, o coronavírus trouxe temores físicos e existenciais angustiantes demais para que seja possível se livrar deles da noite para o dia, mesmo depois da vacinação. Outras pessoas solteiras disseram que os longos períodos de isolamento inspiraram um despertar e mudaram suas prioridades – para melhor ou para pior. A cantada do momento? ‘Estou vacinado!’ Especialmente para os solteiros que já tomaram a vacina, a demanda – ou o desejo – de encontrar um par é forte. Em janeiro, a Three Day Rule, empresa de matchmaking, começou a ver um crescimento nos negócios.

“Nunca estivemos tão ocupados”, afirmou Talia Goldstein, fundadora e presidente da companhia. Segundo Goldstein, os clientes da empresa são rápidos em mencionar se foram vacinados, tendência que quase ultrapassou as mídias sociais e os aplicativos de namoro. De acordo com um porta-voz do site de namoro OkCupid, em abril, houve um aumento de 680% na menção da palavra “vacinado” nos perfis dos usuários em relação aos dois meses anteriores.

E mais da metade dos usuários do aplicativo de namoro Hinge relatou que planejava ir a mais encontros pessoalmente depois de tomar a vacina, informou a empresa. Você está imunizado. Ela, não. Isso é um problema? As diretrizes do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informam que a reunião em ambiente fechado é segura para aqueles que estão totalmente vacinados.

“Mas o conhecimento dos riscos entre pessoas inoculadas e aquelas não imunizadas ainda está se desenvolvendo. Os riscos são extremamente baixos para os já vacinados, e, eles têm muito menos probabilidade de transmitir o vírus, se infectados. Quanto aos não imunizados, um jovem saudável que mora sozinho e namora uma pessoa vacinada teria um risco relativamente baixo de se contaminar. Mas aqueles que têm um problema de saúde subjacente, já passaram dos 65 anos ou que vivem com alguém acima de 65 devem seguir as medidas de segurança, como o uso de máscara e o distanciamento social”, comentou Chris Beyrer, professor de epidemiologia da Universidade Johns Hopkins.

Medos pandêmicos e perdas podem complicar as coisas. As vacinas vão conter a possibilidade de infecção, mas não necessariamente acabar com as ansiedades sociais do ano passado.

Ilana Diamant, cineasta do Brooklyn, passou por uma separação em janeiro e recentemente recebeu a segunda dose da vacina. “Agora, mesmo sendo vacinada, não tenho esse desejo insaciável de sair. Minha pele ainda se arrepia quando vejo grandes grupos de pessoas”, contou ela. Diamant, de 25 anos, também tem ressalvas em relação a namorar alguém que não tenha levado a pandemia a sério – algo em que pensar nos próximos anos.

Para a cineasta, a questão é parecida com: “A vida humana valia algo para você?”. Mas ela se pergunta como iniciar conversas sobre responsabilidade social “sem ser a pior pessoa com que você poderia falar em uma festa”. Depois de um ano difícil, mais pessoas estão se concentrando em si mesmas. Jenny Taitz, psicóloga clínica em Los Angeles e autora de How to Be Single and Happy (Como ser solteiro e feliz, em tradução livre), disse que a assertividade e a autocompaixão recém-descobertas são uma mudança positiva: “Depois de passar um ano com a vida em espera, acho que as pessoas têm cada vez mais clareza do que importa para elas e do que estão dispostas a suportar”.

Goldstein, da Three Day Rule, relatou que muitos de seus clientes se tornaram menos superficiais. No passado, seus critérios muitas vezes mencionavam altura e riqueza. Agora, mais pessoas estão priorizando as qualidades interiores, como o humor ou uma “mentalidade de crescimento.” E, com a flexibilidade do trabalho remoto, o namoro não é tão localizado como antes. “Estamos combinando pessoas que agora tomam um avião para se conhecerem pessoalmente.”

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