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Comportamento Ansiedade masculina ajuda o sexismo no ambiente de trabalho

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A ansiedade masculina é, muitas vezes, intensificada por uma cultura de trabalho combativa. (Foto: Reprodução)

A ansiedade masculina no trabalho é uma sensação experimentada por 94% dos mais de mil homens pesquisados em um levantamento feito pela Catalyst, uma organização não governamental que trabalha com mais de 800 empresas ao redor do mundo para acelerar o caminho das mulheres rumo à liderança das organizações. Desses, 22% experimentam níveis elevados dessa ansiedade.

O relatório “Ansiedade masculina e interrupção do sexismo no trabalho” define ansiedade masculina como uma angústia que os homens sentem quando pensam que não estão cumprindo os rígidos padrões de masculinidade da sociedade. Segundo os pesquisadores, a ansiedade masculina é, muitas vezes, intensificada por uma cultura de trabalho combativa e está ligada às decisões dos homens de não interromper o sexismo no local de trabalho.

Os pesquisadores chamam de “cultura combativa” as culturas corporativas que exploram a ansiedade dos homens sobre sua masculinidade, usando-a como uma alavanca para aumentar as exibições de masculinidade. São locais onde os funcionários obtêm sucesso profissional quando são capazes de superar os outros em uma competição por poder, autoridade e status que recompensa estereotipadamente comportamentos masculinos.

Para ser um “vencedor” em uma cultura combativa, as pessoas – de todos os gêneros – devem mostrar força e vigor, colocar o trabalho à frente de tudo e advogar apenas por si mesmas. Pessoas que mostram qualquer tipo de fraqueza ou vulnerabilidade ou que priorizam questões pessoais ou familiares serão rapidamente caracterizadas como “perdedoras”.

A descoberta dos pesquisadores em relação ao elevado grau de ansiedade masculina no trabalho tem implicações importantes para as empresas que desejam enfrentar o sexismo. De acordo com o levantamento, 76% dos homens que experimentam um alto grau de ansiedade masculina disseram que não fariam nada se um colega fizesse um comentário sexista no trabalho, em comparação com apenas 14% dos homens que experimentam menos ansiedade masculina.

O estudo também revelou que, para 99% dos homens, seu local de trabalho possui algum nível de cultura combativa e 33% disseram que existe uma cultura altamente combativa. Em locais com uma cultura altamente combativa, 61% dos homens disseram que não fariam nada, em comparação com apenas 12% dos homens que trabalham em locais de trabalho menos combativos. Nesses ambientes de trabalho em que prevalece a cultura combativa, 55% dos homens relataram ter um alto grau de ansiedade masculina, em comparação com apenas 6% dos homens que trabalham em locais de trabalho menos combativos.

As forças invisíveis, que de forma sutil e efetiva, fazem os homens não agirem de maneira que possam levar outros a questionar sua masculinidade são prejudiciais a pessoas de todos os gêneros, segundo a Catalyst. “As organizações devem reconhecer a ansiedade masculina, falar sobre ela e abordá-la ao planejar mudanças culturais e iniciativas de igualdade de gênero”, comenta a instituição.

Segundo os pesquisadores, as empresas podem mitigar a ansiedade masculina e o sexismo – e melhorar a justiça no local de trabalho – aumentando a transparência, esclarecendo as expectativas, compartilhando recursos de maneira igual, comunicando-se de forma inclusiva, incentivando a humildade e ouvindo os funcionários.

“Interromper o sexismo no trabalho” é uma iniciativa de pesquisa que explora as condições organizacionais que encorajam ou desencorajam os homens a responderem quando testemunham incidências de sexismo no local de trabalho. A iniciativa inclui países da América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico.

O primeiro estudo da série destacou os impactos negativos de um clima de silêncio no local de trabalho sobre a intenção dos homens de comentar sobre os comportamentos sexistas observados. A análise mostrou que os homens que experimentam níveis mais elevados de silêncio em seu local de trabalho veem mais custos e menos benefícios em interromper comportamentos sexistas no local de trabalho.

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