Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de abril de 2020
A Petrobras confirmou no sábado (25) a informação de que o preço do litro do óleo diesel automotivo – S10 e S500 – vai ficar em média 10% mais barato nas refinarias a partir desta segunda-feira (27).
Inicialmente, a informação havia partido da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a partir de comunicado feito pela estatal às suas clientes, as distribuidoras.
O preço médio da gasolina, por sua vez, será mantido, segundo a agência Reuters. O repasse de ajustes dos combustíveis nas refinarias para o consumidor final nos postos não é imediato e depende de diversos fatores, como consumo de estoques, impostos, margens de distribuição e revenda e mistura de biocombustíveis.
A queda do diesel e de outros derivados de petróleo acompanham a derrocada do preço do petróleo desde o início da pandemia do coronavírus, que afetou drasticamente a demanda global. No Brasil, a queda de consumo do diesel é da ordem de 22% desde o início da pandemia. O último ajuste do combustível havia sido na segunda-feira passada, 20, com queda de 4%.
A redução acontece após uma semana em que o petróleo tipo WTI atingiu baixa histórica e o tipo Brent ultrapassou para baixo a barreira dos US$ 20 o barril. Na sexta-feira, 24, no entanto, os contratos para junho da commodity ensaiaram recuperação, se mantendo porém em cotações deprimidas. O WTI subiu 2,67%, cotado a US$ 16,94/barril e o Brent a US$ 21,44/barril, em alta de 0,52%.
Regulação de derivativos
O órgão norte-americano de regulação de derivativos iniciou uma apuração sobre o “crash” do petróleo de segunda-feira, quando os contratos futuros da commodity nos Estados Unidos desabaram em cerca de 40 dólares por barril em 30 minutos, para garantir que o mercado funcionou de forma correta e justa, disse uma autoridade.
“Nós precisamos entender porque essa precificação aconteceu naquele lugar, naquele momento”, afirmou Dan Berkovitz, membro democrata da Comissão de Negociações de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), em entrevista à Reuters.
“Em uma situação como essa, procuramos todas as explicações possíveis, mas vamos dar uma olhada de perto nisso por causa da movimentação extrema dos preços”, acrescentou.
O valor de referência do petróleo nos EUA já recuou mais de 70% neste ano, diante de uma guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia e de uma desaceleração na demanda causada pela pandemia de coronavírus. Na segunda-feira, os operadores estavam sobrecarregados de oferta e lutavam para encontrar navios, vagões de trens e oleodutos suficientes para armazenar combustível.
A situação foi agravada pelo vencimento, no dia seguinte, do contrato maio do WTI, o que significa que os traders teriam que receber entregas de ainda mais petróleo. Em certo momento, diante desse cenário, operadores do mercado físico chegaram a pagar 40 dólares por barril a quem quisesse tirar o óleo de suas mãos.
Isso levou o contrato a cair abaixo da marca de 0 dólar pela primeira vez na história. Na ocasião, o vencimento fechou cotado a -37,63 dólares por barril. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo e da agência de notícias Reuters.
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