Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de dezembro de 2019
O Japão tem 512 mil pessoas a menos este ano do que no ano passado, de acordo com uma estimativa divulgada na terça-feira pelo Ministério do Bem-Estar do país. Os números são o último sinal dos crescentes desafios demográficos do Japão.
Os nascimentos – que devem cair para menos de 900 mil neste ano – estão em seu nível mais baixo desde 1874, quando a população era cerca de 70% menor que os atuais 124 milhões.
O total de mortes, por outro lado, está aumentando. Este ano, deve chegar a quase 1,4 milhão, o nível mais alto desde o fim da 2.ª Guerra, um aumento explicado pelo fato de a população estar cada vez mais velha.
Essa diferença entre nascimentos e mortes colocou o Japão em um aperto demográfico. À medida que o número de nascimentos diminui, há menos jovens entrando em sua força de trabalho. Isso significa que menos pessoas substituem os trabalhadores aposentados e os apoiam à medida que envelhecem, situação que representa uma séria ameaça à vitalidade econômica do Japão e à segurança de sua rede de segurança social.
O país teve algum tempo para lidar com os efeitos de sua população em declínio – ele está diminuindo constantemente desde 2007. Mas, desde então, as perdas se aceleraram, cruzando a marca de meio milhão este ano pela primeira vez. Em resposta, o Japão fez esforços para aumentar sua taxa de fertilidade de seu nível atual de 1,4 para uma meta de 1,8, ainda aquém dos 2,1 considerados necessários para manter a população estável.
À medida que os nascimentos continuam a cair, o Japão tenta promover os robôs como um complemento à força de trabalho em queda. Também se comprometeu em aceitar um número limitado de imigrantes para lidar com trabalhos vitais, como cuidar de idosos.
Hong Kong
Manifestantes contrários ao governo de Hong Kong realizaram uma passeata na quarta-feira (25) de Natal em meio a lojas decoradas para as festas, entoando gritos de ordem e fazendo com que um shopping fosse fechado mais cedo, depois que a polícia atirou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
A Autoridade Hospitalar disse que 25 pessoas ficaram feridas durante a noite, incluindo um homem que caiu do segundo andar de um shopping ao tentar escapar da polícia.
Os protestos ficaram mais violentos durante as festas de fim de ano, mesmo que este mês tenha sido mais pacífico depois que candidatos pró-democracia venceram com facilidade as eleições para o conselho distrital.
O governo de Hong Kong, alinhado a Pequim, não fez concessões aos manifestantes, mesmo reconhecendo a derrota nas eleições de novembro.
“Confrontos são esperados. Não importa que seja Natal”, disse Chan, 28, parte de uma multidão que trocava insultos com a polícia do lado de fora de um shopping center no distrito de Mong Kok.
“Estou decepcionado pelo fato de o governo não ter atendido a nenhuma das nossas demandas. Continuamos nas ruas, mesmo sem muita esperança.”
Não houve grandes confrontos, mas quando pessoas começaram a xingar os impopulares policiais, estes responderam atirando gás lacrimogêneo em ativistas na área de Mong Kok, popular local de manifestações. A polícia afirmou que a resposta aos protestos foi restrita.
A polícia também prendeu várias pessoas em um shopping no bairro de Sha Tin depois de atirar spray de pimenta nelas. O centro comercial teve que fechar mais cedo, mas os demais permaneceram abertos.
A líder de Hong Kong, Carrie Lam, disse na quarta (25), por uma rede social, que muitos habitantes e turistas ficaram decepcionados porque suas comemorações da véspera de Natal foram prejudicadas, depois de confrontos entre as duas partes na terça-feira (24).
“Esses atos ilegais não apenas estragaram o clima de festa, como também afetaram as lojas locais”, disse.
O banco HSBC foi alvo de críticas nesta semana depois de a polícia ter agido para prejudicar uma plataforma de “crowdfunding” que ajudava a financiar os manifestantes.
A empresa negou envolvimento na ação e no fechamento de uma conta bancária ligada ao grupo, mas ainda é alvo dos protestos.
A rede de cafeterias Starbucks também concentrou a ira dos manifestantes, depois de a filha do fundador da empresa que detém as franquias locais ter condenado publicamente os protestos.
Os atos começaram há mais de seis meses, contra um projeto de lei agora retirado de pauta e que previa extradições de Hong Kong para a China controlada pelo Partido Comunista.
Desde então, as manifestações transformaram-se em um movimento pró-democracia, com críticas à intromissão de Pequim nas liberdades prometidas aos cidadãos desde que o território deixou o domínio britânico para ser parte da China, em 1997.
O governo chinês nega interferência e diz que está comprometido com o método “um país, dois sistemas” acordado na época.
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