Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Rio Grande do Sul A umidade adequada do solo favorece a safra de trigo no Rio Grande do Sul

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Plantio do cereal no Estado tem 43% do total em fase de enchimento de grãos. (Foto: Divulgação/Emater)

A alternância de chuva e dias ensolarados, combinada a temperaturas amenas durante a tarde nas últimas semanas, beneficiou o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, permitindo a absorção de nutrientes. É o que aponta o mais recente informativo conjuntural da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural).

De acordo com o levantamento, a cultura do cereal apresenta 3% das lavouras em fase de maturação, 43% em enchimento de grãos, 36% em floração e 18% em germinação. Os dados são elaborados e divulgados por meio de convênio com a Seapdr (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural).

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare. O rendimento menor decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas.

Os danos das geadas nas regionais da Emater em Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamentos distintos nas lavouras de aveia branca.

Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo.

Há agricultores armazenando o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente na próxima safra. Nas lavouras pouco afetadas pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função de danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo.

A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

Alerta sobre sementes

Após o registro de um caso em Santa Catarina, agricultores do Rio Grande do Sul relataram também ter recebido pacotes do exterior contendo sementes que não solicitaram. De acordo com indicações nos envelopes, o produto vem de países asiáticos.

O relato oficial é de seis ocorrências no Rio Grande do Sul. A Seadpr efetuou três coletas nos municípios gaúchos de Carazinho, Campinas do Sul e Rio Grande. Outras duas denúncias foram recebidas pelo Ministério da Agricultura e uma terceira será entregue em uma inspetoria do órgão estadual.

O material será enviado para análise do laboratório oficial do ministério, em Goiás. Nos Estados Unidos, produtores rurais também receberam sementes não solicitadas.

A Seadpr fez um alerta sobre o assunto e avisou a população que, caso receba pacotes de sementes não encomendados, entregue o material à inspetoria de defesa agropecuária ou escritório de defesa agropecuária mais próximo do seu município.

“O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, nem o material ou as sementes devem ser cultivados ou descartados no solo sob nenhuma hipótese, a fim de evitar que essas sementes atinjam o meio ambiente e áreas agrícolas do Estado”, ressalta o chefe da divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti.

Mais informações podem ser obtidas com a Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, por meio dos telefones (51) 3288-6289 e 3288-6294, pelo WhatsApp (51) 98412-9961 ou pelo e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br.

(Marcello Campos)

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