Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de abril de 2021
A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira (26) que iniciou uma ação legal contra a AstraZeneca por não ter respeitado o contrato de fornecimento de vacinas contra a covid-19 e por não ter um plano confiável para garantir as entregas a tempo.
Segundo o porta-voz da entidade, todos os 27 países da União Europeia apoiaram a ação.
Desde janeiro há uma disputa entre o bloco de países e a empresa farmacêutica. Naquele mês, a AstraZeneca disse que não iria entregar 300 milhões de doses da vacina no tempo que havia sido acordado (entre janeiro e junho deste ano).
Desde então, os dirigentes europeus passaram a criticar a companhia. O contrato, que foi assinado de acordo com as leis da Bélgica, foi divulgado, e mostrava que os termos eram semelhantes ao de outras farmacêuticas. Havia alguns parágrafos que protegiam legalmente a AstraZeneca de eventuais atrasos de prazos de entrega.
Também havia uma cláusula que dizia que as vacinas desse contrato seriam produzidas nas fábricas na União Europeia e no Reino Unido.
O contrato ainda dizia que a companhia deveria fazer seu maior esforço para garantir o fornecimento de doses, inclusive produzir em fábricas em outros locais, se necessário.
Em um comunicado de 12 de março, a AstraZeneca afirmou que iria conseguir entregar um terço da encomenda.
O porta-voz da Comissão Europeia afirmou que o bloco quer garantir que haverá uma entrega de um número suficiente de doses, como foi prometido no contrato.
Vacinação
O mundo chegou neste fim de semana à marca de 1 bilhão de doses de vacinas aplicadas. No entanto, 58% desses imunizantes foram injetados em apenas três países, segundo a contagem feita com fontes oficiais:
— Estados Unidos (225,6 milhões)
— China (216,1 milhões)
— Índia (138,4 milhões)
Israel é o país com o maior percentual de população totalmente vacinada, cerca de 60%, seguido pelos Emirados Árabes Unidos (mais de 51%), Reino Unido (que no sábado, 24, chegou a metade da população vacinada), Estados Unidos (42%) e Chile (41%).
No Brasil, mais de 29,5 milhões de pessoas receberam ao menos uma dose de vacina, segundo dados dos veículos de imprensa. Isso corresponde a quase 14% da população.
Verão europeu
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse ao jornal “The New York Times” que turistas dos Estados Unidos devem ser “em breve” autorizados a entrar na União Europeia. A declaração foi publicada em reportagem do último domingo (25) no site do jornal americano.
Por enquanto, as viagens diretas aos países do bloco seguem restritas a razões de comprovada necessidade. Com o rápido avanço da vacinação nos Estados Unidos — o país já iniciou a imunização de todos os grupos e chegou a 200 milhões de vacinados —, a líder da União Europeia disse que a flexibilização dependerá também da queda dos casos e mortes por covid-19 no continente. Ela não deu detalhes sobre quando isso acontecerá.
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