Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2015
Apesar da indignação em alta no Instituto Lula, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva deu sinais de que se cansou de defender no Palácio do Planalto a demissão do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O indicativo mostra que a ação da Polícia Federal na empresa de um de seus filhos adiciona um ingrediente emocional até hoje ausente nas críticas do petista à gestão da sucessora, Dilma Rousseff.
Aliados avaliam que a Operação Zelotes tem tudo para se tornar um marco na relação entre criador e criatura. Integrantes do governo afirmam que, ao atingir o filho, a polícia “simbolicamente entrou na casa de Lula”. Segundo essa análise, os investigadores da Lava-Jato perderiam o constrangimento” de avançar sobre outros familiares do ex-presidente.
Ao contrário dos rumores de estremecimento da relação, Dilma diz na mensagem de aniversário que gravou para Lula que o padrinho foi e continua sendo “um parceiro incondicional de todas as horas”. Mais adiante, a chefe do Executivo afirma que “o que o nosso aniversariante sempre nos dá como lição é a sua capacidade de enfrentar as adversidades da vida. De superar as barreiras que, à primeira vista, nos parecem intransponíveis”. (Folhapress)
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