Sexta-feira, 12 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Carlos Roberto Schwartsmann Admiráveis japoneses

Compartilhe esta notícia:

No Brasil vivem mais de 2 milhões de japoneses e seus descendentes. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Depois de morar dez anos em São Paulo e conviver com muitos colegas ortopedistas japoneses, inclusive com sociedade jurídica (Celso Nishiara, Hideki Kuraoka, Yorito Kisaki), me permito ousar a escrever algumas linhas sobre eles.

Em época de Copa e iniciando pelo futebol, na gíria futebolística, quando se desejava desqualificar uma seleção se dizia “ É tudo ruim de bola, só tem Japonês! ”

Esta copa mudou tudo. O Japão venceu dois históricos campeões mundiais: Alemanha e Espanha. Foi eliminado, nos pênaltis, pela atual vice-campeã, a Croácia.

No Brasil vivem mais de 2 milhões de japoneses e seus descendentes (Issei, 1ª geração, Nissei, 2ª geração e Sansei, 3ª geração).

A cidade de São Paulo possui a maior comunidade japonesa fora do Japão do planeta: 1 milhão! No IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) o País está no 15º lugar. O Brasil ocupa o 84º.

Diferentemente de nós, a obediência às regras é um dos pilares da cultura oriental. Cruzar uma avenida, pela faixa de pedestres, pode ser feito sem olhar para os lados.

Possuem a maior expectativa de vida do mundo. A média é de 86 anos. A nossa é de 10 anos menos.

Bons hábitos alimentares ajudam a justificar a longevidade. Tem alimentação saudável e natural. A comida tradicional se baseia principalmente no arroz, mas os peixes e os legumes são bons coadjuvantes. (sushi, sashimi, temaki, niguiri…)

Princípios básicos filosóficos da cultura japonesa valorizam a família, os ritos e as tradições. Ainda complementam este cenário: respeito a hierarquia, a justiça, a honestidade e a honra.

Esta última ainda é muito respeitada na tradição nipônica. Historicamente, o Harakiri é um ritual cerimonioso que, para restituir sua honra, um samurai tem que estripar seu próprio ventre. Melhor morrer com honra e dignidade do que viver em desgraça!

Como guerreiros foram indelevelmente marcados pela brutalidade humana em Hiroshima e Nagasaki.

Outro princípio básico é do respeito a higiene. Na casa existe uma area (Genkan) que os sapatos são deixados na rua. Dentro de casa são usados chinelos ou pantufas.

A limpeza das escolas é feita pelos próprios alunos.

O aperto de mão é considerado algo íntimo. É um contato! Por isso são maus dançarinos! O cumprimento formal é feito através do “ojigi”, reverência oriental de curvar o corpo para frente.

Também possuem a maior consciência ambiental do planeta!

Nós gaúchos fomos surpreendidos quando, na copa do Brasil em 2014, os torcedores japoneses, após os jogos, recolheram o lixo nas arquibancadas. Este exemplo vem se repetindo em todas as grandes competições internacionais. No Catar chamou novamente a atenção da comunidade internacional.

Se copiássemos, apenas isto, certamente seríamos, também mais admirados!

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Carlos Roberto Schwartsmann

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Anisca Loskr
7 de dezembro de 2022 16:17

UI! complexo de vira latas?

Após antecipar diplomação, Lula deve voltar ao Hospital Sírio-Libanês
Gaveta do Senado livra o assassino de Aracruz
Pode te interessar

Carlos Roberto Schwartsmann “Mais vale o aplauso que o cachê!”

Carlos Roberto Schwartsmann Deixe o paciente falar!

Carlos Roberto Schwartsmann Um grande centro de convenções, por favor!

Carlos Roberto Schwartsmann O país dos contrastes

1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x