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Brasil Advogada entra na Justiça usando palavrões contra uma operadora de telefonia e causa espanto na internet

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A advogada afirmou que se irritou com o ocorrido e, quando redigiu a peça, acabou usando os termos inapropriados (Foto: Reprodução)

A advogada Vanessa Maria Vilches Lombardi, de Curitiba (PR), usou palavrões para justificar a ação que impetrou em causa própria contra a empresa Telefônica Brasil, responsável pela Vivo, nesta semana.

“Ação de foda-se a Vivo, não pago porra nenhuma e ainda quero uma indenização pela palhaçada”, escreveu a advogada. Diante da repercussão nas redes sociais, ela pediu o arquivamento da ação.

O juiz Rodrigo Domingos Peluso Junior, do 3º Juizado Cível de Curitiba, ressaltou, em despacho na quarta-feira (26), que a advogada faltou “com o princípio processual de urbanidade e respeito com a parte adversa e com o Judiciário, utilizando-se de vernáculo inapropriado para um processo judicial”.

O magistrado determinou o envio de cópias do processo ao presidente da OAB -PR (Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná) e pediu que se tome “as providências que entender cabível”. A OAB-PR afirmou que “recebendo oficialmente a representação do juiz e constatando a autoria de infração ética, poderá instaurar processo disciplinar contra a advogada”.

Vanessa afirmou  que foi vítima do “péssimo atendimento por parte da empresa de telefonia”. “Realmente fui vítima, assim como milhares de consumidores, de péssimo atendimento por parte de empresa de telefonia; assim, como bem demonstram as já milhares de matérias jornalísticas sobre o tema, as empresas de telefonia de nosso país não sabem prestar um serviço apropriado”, alegou.

A advogada afirmou que se irritou com o ocorrido e, quando redigiu a peça, acabou usando os termos inapropriados. “Na hora de fazer a revisão, meu escritório prestou mais atenção na redação da peça (fatos, direito e pedido) do que no título da peça. Ou seja, passou desapercebido o desabafo que havia. Porém, uma vez verificado o erro, de imediato foi solicitado o arquivamento do mesmo, impedindo assim qualquer citação e incômodo.” (AG)

 

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