Quinta-feira, 14 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de julho de 2016
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), sinalizou que o partido pode deixar de lançar candidato à sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em troca do apoio do governo do interino Michel Temer para comandar a Casa nos próximos dois anos. O líder do partido na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy (BA), está entre os cotados para o mandato-tampão até o ano que vem. Aécio afirma que o foco está na “governabilidade”, mas fala em “reciprocidade” com o PMDB a partir de 2017 ao defender que o PSDB tenha “protagonismo”.
Em fevereiro do próximo ano, quando haverá renovação das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, a preocupação é que o PMDB não tenha hegemonia da agenda do Congresso e não ocupe os dois principais cargos da linha sucessória da Presidência da República, que também pode ficar com a sigla caso o impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff seja aprovado no segundo semestre.
“Interessa ao governo de Temer ter um acordo programático e mais sólido e passa por uma reciprocidade. Vejo disposição do governo em relação a isso”, disse ele, ao considerar que esse acordo é importante para se aprovar as reformas. O tucano admitiu que é preciso ter “atenção” em relação aos partidos do centrão, que devem lançar candidatos. (AE)
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