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Economia Afetada pelo coronavírus, a economia da China desaba quase 7% no primeiro trimestre

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Cliente usa máscara e compra carnes em um açougue no mercado Shenyang, província de Liaoning, China. (Foto: AFP)

A economia da China, afetada pela crise do coronavírus, encolheu 6,8% no primeiro trimestre desde ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Este é o primeiro recuo no PIB (Produto Interno Bruto) chinês pelo menos desde 1992, quando o país começou a ter registros trimestrais.

Nesta sexta (17), o país anunciou que irá intensificar políticas macroeconômicas para compensar o impacto da pandemia. Em uma reunião com o líder Xi Jinping, foi anunciado que irão adotar uma política monetária prudente mais flexível.

Para apoiar a economia, especialmente as pequenas e médias empresas, o governo anunciou que fará cortes na taxa de compulsório, cortes nas taxas de juros e re-empréstimos.

O declínio foi maior do que os 6,5% previstos pelos analistas em uma pesquisa da Reuters e reverte uma expansão de 6% no quarto trimestre de 2019.

A queda histórica na segunda maior economia do mundo ocorre após os esforços para conter a pandemia. O novo coronavírus surgiu pela primeira vez na China no final do ano passado, causando o fechamento de fábricas, transportes e shoppings centers.

Fechamentos similares em vigor nas principais economias do mundo devastaram o comércio global e sugerem que uma recuperação imediata da China provavelmente está longe.

O anúncio da retração do PIB chinês confirma as projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional), anunciadas nesta semana, de um cenário sombrio para a economia no mundo todo paralisação de diversos setores em meio à pandemia.

Segundo o organismo financeiro, a economia global vai sofrer retração de 3% em 2020, a maior desde a crise de 29, e a recuperação deve aparecer somente no ano que vem, ainda de forma parcial e bastante incerta.

Nas projeções do fim de 2019 —antes do início da pandemia— o FMI esperava que o PIB da China crescesse 5,8% em 2020.

Agora, analistas ouvidos pela Reuters preveem que o país encerre o ano com crescimento de apenas 2,5%. Se confirmado, este seria o pior desempenho da economia chinesa desde 1976, ano final da Revolução Cultural liderada por Mao Tsé-Tung.

Contagem de mortes

Quase 1.300 pessoas que morreram de coronavírus na cidade chinesa de Wuhan, ou metade do total, não foram incluídas na contagem de mortes por causa de lapsos, disse a mídia estatal nesta sexta-feira, mas Pequim refutou acusações de acobertamento.

A cidade central em que o surto emergiu no final do ano passado acrescentou mais 1.290 fatalidades às 2.579 contadas anteriormente até quinta-feira, refletindo relatos incorretos, atrasos e omissões, de acordo com a força-tarefa do governo local encarregada de controlar o coronavírus.

Reagindo às mortes adicionais em Wuhan, a China revisou seu número nacional de mortes mais tarde nesta sexta-feira para 4.632.

A revisão ocorre depois da especulação generalizada de que o número de mortes em Wuhan é consideravelmente maior do que o relatado. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da agência de notícias Reuters.

 

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