Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de novembro de 2015
O rating soberano do Brasil continua sob pressão, em meio ao aumento de incertezas políticas e econômicas, afirmou a diretora sênior da Fitch responsável pela América Latina, Shelly Shetty, em vídeo divulgado na segunda-feira.
Piora adicional da economia, deterioração mais acentuada das contas fiscais, escalada da dívida bruta e dificuldades extras na governabilidade podem colocar pressão adicional para o rebaixamento da classificação de risco, disse a diretora.
“A Fitch mantém a perspectiva negativa para o rating, porque acredita que o desempenho fraco da economia e das contas fiscais vai continuar”, afirmou. A agência de classificação de risco não vê a estabilização da dívida do governo e segue vendo riscos de piora em suas projeções para a atividade econômica e as contas públicas. Essas preocupações são amplificadas em meio à volatilidade que tem sido observada no mercado financeiro e à falta de fluidez política”, acrescentou.
Na Fitch, a perspectiva negativa em um rating indica chance “acima de 50%” de rebaixamento da nota entre 12 a 18 meses. Mas Shelly destacou, no vídeo com pouco mais de três minutos, que uma mudança na nota do País pode ocorrer em período mais curto que o esperado pelas regras da agência, dependendo do que ocorrer na economia. “Vamos continuar monitorando os desdobramentos políticos, econômicos e fiscais no Brasil.”
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