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Política Alckmin se muda para o Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República

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Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer para ser a residência oficial do vice-presidente da República, o Jaburu fica às margens do Lago Paranoá. (Foto: Governo Federal)

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se mudou na última quarta-feira (4) para a residência oficial do Palácio do Jaburu, em Brasília (DF). Segundo a equipe do vice-presidente, Alckmin foi para o palácio acompanhado da esposa, Lu Alckmin.

O Jaburu estava desocupado desde o final do ano, quando o agora ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) deixou o imóvel.

Durante a transição, Alckmin ficou hospedado no mesmo hotel utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não tem data definida para se mudar para o Palácio da Alvorada.

Jaburu

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer para ser a residência oficial do vice-presidente da República, o Jaburu fica às margens do Lago Paranoá, a cerca de um quilômetro do Palácio da Alvorada, a residência do presidente.

A área do palácio tem 190 mil metros quadros e o jardim foi projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx, que assina outros ambientes da capital federal.

Segundo o Palácio do Planalto, o Jaburu foi projetado em 1973 e ocupado a partir de 1977. O primeiro morador foi o general Adalberto Pereira dos Santos, vice do general Ernesto Geisel, um dos presidentes da ditadura militar.

Alvorada

Lula e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, continuam hospedados em um hotel na região central de Brasília. Segundo o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), o governo fará um esforço para realizar reparos no Alvorada a fim de viabilizar a mudança do casal em 20 dias.

Lula, Janja e Rui realizaram uma vistoria no local na qual foram identificadas infiltrações causaram estragos no piso e no teto da estrutura.

O trabalho de recuperação do Alvorada, conforme Rui, busca recuperar obras de arte, peças e móveis que foram retiradas do acervo do palácio, que é um prédio tombado.

No espaço onde a família presidencial vai morar, a primeira-dama apontou diversos danos em tapetes, sofás rasgados, infiltração nas paredes, janelas quebradas e obras de arte que não estão lá (e que ainda não foram rastreadas para se saber onde estão).

Na sala de estado, que é uma sala imensa de reuniões de trabalho da Presidência da República, o assoalho está com partes soltas. Janja mostrou também obras de arte danificadas pelo Sol.

Também foram encontrados objetos do ex-presidente Jair Bolsonaro no local, como sua caneta Bic, que estava na mesa da biblioteca oficial onde eram realizadas as lives do ex-presidente.

O estado geral do edifício, um dos mais icônicos de Brasília, não é bom e exige muitos reparos. Isso deve atrasar a ida de Janja e Lula para morar no local.

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