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Geral Além de não proteger a incidência dos raios ultravioleta, o guarda-sol pode aumentar o risco de queimaduras

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Com o sol a pino, aumentam as chances de desenvolvimento de câncer de pele. (Foto: Reprodução)

Se você faz o tipo de pessoa que já fica vermelha tomando qualquer solzinho, muito provavelmente não sai da sombra do guarda-sol quando vai até a praia. Afinal, o objeto funcionaria como uma barreira de proteção, ao impedir os raios solares de entrarem diretamente em contato com a pele. Mas parece que não é bem assim.

O estudo “Sun Protection by Umbrellas and Walls”, publicado pela revista Photochemical & Photobiological Sciences, diz que, além do guarda-sol não ser eficiente, a falsa sensação de proteção pode aumentar o risco de queimaduras, pois quando alguém está descansando à sombra do guarda-sol sente menos calor, o que não significa que a radiação não está lá.

De acordo com os pesquisadores, a quantidade de proteção FPS que você recebe depois de se refugiar sob um grande guarda-sol é de, no melhor dos casos, FPS 7. Apenas para registro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas usem ao menos FPS 30.

Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, compara o ato de ir a praia ao de entrar em uma cama de bronzeamento gigante.

“A radiação não vem apenas na exposição direta ao sol, mas a areia e a água também refletem o UVA e UVB, o que está associado ao envelhecimento precoce e favorecimento do câncer de pele”, diz.

Como foi

No estudo, foram avaliados vários fatores com relação à cobertura do guarda-sol: o tamanho, propriedades de transmissão UV (o que significa a quantidade de luz que o tecido realmente permite passar), tempo do dia e localização (os quais afetam o total de radiação UV total dispersa), posição das pessoas sob o guarda-sol, sua orientação e os ângulos de proteção. A quantidade de reflexão da areia também foi avaliada.

A dermatologista ressalta que a pesquisa serve como um reforço para a importância do uso do filtro solar, aliado a chapéus ou bonés com FPS. A reaplicação do protetor também deve ser feita a cada duas horas em exposição direta ao sol.

Cuidados

No verão, uma boa época para relaxar, já que é também período de férias, é importante não deixar a saúde de lado.

Com o sol a pino, aumentam as chances de desenvolvimento de câncer de pele. Não à toa, a Sociedade Brasileira de Dermatologia escolheu o mês passado para fazer a campanha “Dezembro Laranja’’, que alerta para a prevenção da doença. Atitude simples, como usar protetor solar diariamente, ajuda a afastar a possibilidade de surgimento do câncer de pele não-melanoma, o mais incidente na região Sudeste.

A estação também é marcada por doenças características, como conjuntivite, micoses e insolação, e pelos males causados pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

Por isso, é importante não deixar água acumulada nos quintais, nem nos pratinhos de plantas, além de ser recomendado o uso de repelente e a instalação de telas de proteção nas janelas.

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