Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2021
Alemanha, França e Israel darão vacinas de reforço contra a covid-19, desconsiderando um apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para não o fazerem até mais pessoas de todo o mundo estarem vacinadas.
A decisão de seguir adiante com as doses de reforço, apesar do comunicado mais forte já emitido pela OMS, ressalta o desafio de se lidar com uma pandemia global enquanto países tentam proteger seus próprios cidadãos da variante delta, que é mais infecciosa.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a França está trabalhando para distribuir as terceiras doses de vacinas contra covid-19 aos idosos e vulneráveis a partir de setembro.
A Alemanha pretende administrar doses de reforço a pacientes imunocomprometidos, aos muito idosos e aos moradores de casas de repouso a partir de setembro, informou seu Ministério da Saúde.
O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, pediu que os cidadãos mais velhos recebam uma terceira dose depois que o governo, no mês passado, deu início a uma campanha para dar doses de reforço.
Suspensão
O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu uma suspensão das vacinas de reforço até ao menos o final de setembro, dizendo ser inaceitável que países ricos usem mais do suprimento global de vacinas.
Países de alta renda administraram cerca de 50 doses para cada 100 pessoas em maio, e este número dobrou deste então, de acordo com a OMS. Países de baixa renda só conseguiram administrar 1,5 dose para cada 100 pessoas devido à falta de suprimentos.
“Entendo a preocupação de todos os governos para protegerem seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar que países que já usaram a maior parte do suprimento global de vacinas usem ainda mais dele”, disse Tedros.
A Alemanha rejeitou estas acusações, dizendo que também doará ao menos 30 milhões de doses a países mais pobres.
Chile
A partir da próxima semana, o Chile reforçará com uma terceira dose de vacina contra a covid-19 quem já completou seu esquema de imunização com a vacina Coronavac. O país também espera a autorização do Instituto de Saúde Pública — a agência reguladora chilena — para imunizar crianças entre 3 e 11 anos.
O presidente Sebastián Piñera fez o anúncio de sua residência, onde cumpre uma quarentena preventiva depois de visitar o Peru, onde assistiu à posse de Pedro Castillo. Todas as pessoas que retornam do exterior devem cumprir o confinamento obrigatório.
Piñera especificou que o programa de reforço vacinal começará na próxima quarta-feira (11) com pessoas que tomaram a vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac, de acordo com um calendário por idade que terá início com maiores de 55 anos. Cerca de 90% da população recebeu a vacina chinesa.
O ministro da Saúde, Enrique Paris, especificou que, para a dose de reforço, será usada a vacina da AstraZeneca. A subsecretária de Saúde, Paula Daza, disse que o reforço até agora considera apenas pessoas imunizadas com a Coronavac. Ela acrescentou que ainda está sendo estudado se o mesmo será feito com aqueles que foram vacinados com a americana Pfizer.
Piñera também anunciou que a vacinação de crianças entre 3 e 11 anos terá início quando autorizado pelo Instituto de Saúde Pública. O programa chileno considera a vacinação de 15,2 dos 19 milhões de habitantes do país sul-americano.
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