Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de novembro de 2021
A Alemanha ultrapassou nesta quinta-feira (25) o número de 100 mil mortes por covid-19 desde o início da pandemia. Conforme o Instituto Robert Koch (RKI), autoridade federal de saúde, foram contabilizados 351 óbitos e 75.961 casos em 24 horas.
A chanceler Angela Merkel, que em dezembro deixará o governo após 16 anos e passará o cargo ao social-democrata Olaf Scholz, se disse “muito triste” com a notícia. “Só sei que precisamos de mais restrições de contatos”, disse ela.
A pandemia é o principal desafio para o futuro governo, que deve assumir o poder em dezembro e será formado por social-democratas, verdes e liberais. “A situação é terrível”, admitiu Olaf Scholz.
A marca de 100.119 óbitos ocorre em meio ao avanço da quarta onda de covid-19 na Europa. A taxa de infecções a cada 100 mil habitantes na Alemanha nos últimos sete dias foi de 419,7 – a mais alta desde o início da pandemia. No dia anterior, o valor era 404,5; na semana passada, 336,9 e em outubro, 110,1.
Alguns hospitais da Alemanha já enfrentam uma “sobrecarga aguda” de atendimentos, tornando necessária a transferência de pacientes infectados para outros países, disse Gernot Marx, chefe da Associação Interdisciplinar Alemã de Terapia Intensiva e Medicina de Emergência à agência AFP.
A taxa de vacinação no país está em 67,6%, índice menor do que em países como Portugal e Espanha. Há bolsões de resistência à vacina principalmente no Leste e no Sul da Alemanha.
Na tentativa de aumentar a taxa de vacinação, o governo anunciou, na semana passada, restrições mais rígidas de circulação, como a exigência de comprovante de imunização ou teste recente com resultado negativo para usar o transporte público ou frequentar o local de trabalho. Reluta, porém, a impor a obrigatoriedade da vacina, seja para setores profissionais, como fez a Itália, ou para toda a população, como fez a Áustria.
Outros países na Europa têm tomado medidas para conter o aumento de casos. A Itália, por exemplo, vai restringir o acesso de pessoas não vacinadas contra a covid-19 a alguns locais fechados. A Áustria tornou a imunização obrigatória para todos os cidadãos.
Na Rússia, diante da resistência de parte da população a se imunizar, um grupo de médicos de 11 hospitais do país fez uma sugestão a celebridades e políticos antivacina: os convidou a visitar as alas destinadas ao tratamento de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.
Covid-19 na Europa
O departamento europeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu na quarta-feira (25) que a covid-19 pode provocar 700 mil mortes no continente até março.
A OMS atribui a nova onda de covid-19 na Europa à proliferação da variante delta, a uma cobertura insuficiente de vacinação e a uma flexibilização das restrições.
Embora 67% dos moradores da União Europeia estejam completamente vacinados, as diferenças entre países são notórias: apenas 24% dos búlgaros tomaram as duas doses, contra 87% dos portugueses. Vários países estão endurecendo as medidas de restrição, e elas têm provocado protestos – alguns violentos – em países como Áustria, Bélgica e Holanda. As informações são do jornal O Globo, do portal de notícias G1 e de agências internacionais de notícias.
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