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Geral Aluna que desviou dinheiro de formatura mudou senha de e-mail para esconder saques

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Alicia Müller, que tem 25 anos, admitiu que desviou cerca de R$ 1 milhão e usou parte do valor para despesas pessoais. (Foto: USP/Imagens)

A nova presidente da comissão de formatura da turma da Faculdade de Medicina da USP lesada por um golpe afirmou nesta sexta-feira (27) à polícia que a ex-presidente do grupo, Alicia Müller, que desviou cerca de R$ 1 milhão, trocou a senha de e-mail para impedir a comunicação do restante dos colegas com a empresa Ás Formaturas.

Segundo a delegada Zuleika Araújo, do 16º DP, que investiga o caso, a estudante Gabriela Sarti afirmou no depoimento que a comissão descobriu que Alicia “alterou a senha do e-mail com que a empresa se comunicava com eles. Eles não estavam recebendo nenhum e-mail porque houve essa alteração”, disse Zuleika.

A nova presidente da comissão de formatura é considerada uma vítima de Alicia Müller, assim como demais alunos – cerca de 110 estudantes pagaram pela festa.

Segundo a delegada, a Ás Formaturas avisou em um grupo de WhatsApp que os saques teriam ocorrido, mas não detalhou o valor. Dessa forma, o alerta se misturou com o convite de uma outra festa, chamada “Bota-Dentro”, e os alunos não conseguiram entender que o dinheiro estava sendo retirado por Alicia. A Ás Formaturas se comprometeu a realizar a festa de formatura.

Apropriação indébita

Alicia Müller, que tem 25 anos, admitiu que desviou cerca de R$ 1 milhão e usou parte do valor para despesas pessoais, como aparelhos eletrônicos e aluguel de carro e apartamento. Outra parte foi usada em apostas lotéricas. Alicia foi indiciada pelo crime de apropriação indébita, cuja pena é de até quatro anos, e inicialmente não será presa.

Aos alunos, Alicia chegou a afirmar que havia feito investimentos em instituições financeiras, o que é negado pela polícia. A investigação aguarda dados da movimentação bancária feita pela jovem para concluir o inquérito.

Despesas

A delegada Zuleika contou que valores como o aluguel de um carro, de cerca de R$ 2.000, além do aluguel e do condomínio de um apartamento, de R$ 3.700, são incompatíveis com a renda de pouco mais de R$ 4.000 que a estudante tinha por conta de pequenos trabalhos que realizava e de uma bolsa estudantil.

Segundo a delegada, 110 alunos que estavam pagando pela formatura foram prejudicados. As informações são do portal de notícias R7.

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