Terça-feira, 24 de Novembro de 2020

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Brasil Ameaçada de expulsão pelo PDT por ter votado a favor da reforma da Previdência, a deputada Tabata Amaral atribui muitas das críticas que recebeu ao machismo

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Por votar a favor da reforma da Previdência, a deputada responde a um processo no PDT que poderá resultar na sua expulsão do partido. (Foto: Reprodução de internet)

Ameaçada de expulsão pelo PDT por ter votado a favor da reforma da Previdência, a deputada Tabata Amaral (SP) atribui muitas das críticas que recebeu ao machismo. “Se eu não fosse uma mulher de 25 anos, ninguém estaria afirmando que A, B, C ou D disseram como eu voto”, afirmou.

Tabata se referia às críticas que ouviu de pessoas ligadas até ao próprio partido, incluindo o ex-ministro Ciro Gomes, de que sua agenda era pautada por agentes externos, como a Fundação Lemann. “Trabalhei desde os sete anos de idade, e vem um povo dizendo que fulano é responsável por tudo que você faz e como vota. Tem muito machismo nisso” disse.

Sobre o risco de ser expulsa do partido, ela disse que, se isso acontecer, vai procurar uma legenda que tenha como prioridade a pauta da Educação. Ela admitiu ter recebido convites informais de várias siglas, mas só abrirá negociações se o PDT decidir retirá-la do seu quadro de filiados.

“Sou de centro-esquerda. Escolhi o PDT porque acreditava, naquele momento, que era o lugar que teria mais espaço para defender minha agenda de Educação. Se o PDT me expulsar, e essa decisão é deles e não minha, porque não converso com o Conselho de Ética, vou para um partido que tenha essa pauta como prioritária. Agora, para qual partido eu vou, não dá para conversar. Eu não fui expulsa”, disse.

Tabata afirmou ter ficado “muito frustrada com a falta de compromisso em relação ao que o PDT havia defendido na campanha” eleitoral de Ciro Gomes. Ela rechaça a alegação de que foi incoerente ao descumprir a recomendação do partido com relação à reforma da Previdência. “Quem me perguntou, quem se preocupou, seja entrevistador, seja população, [sabe que] eu fui muito coerente. Eu acho que precisavam de um bode expiatório para este processo.”

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