Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de agosto de 2018
O mercado financeiro reviu para cima as projeções da taxa de câmbio e da inflação, enquanto as estimativas de crescimento da economia brasileira foram reduzidas para 2018. Os especialistas passaram a ver uma cotação de R$ 3,75 no final deste ano, de R$ 3,70 reais antes, depois de a moeda americana ter terminado a última semana no patamar de R$ 4,10.
Os números são do Boletim Focus, do BC (Banco Central), que reúne o cenário projetado pelas principais instituições financeiras do País.
Mesmo com a atual pressão da moeda americana, o nível baixo de inflação e as expectativas ancoradas mantêm o espaço para que o BC deixe os juros baixos, e os especialistas consultados mantiveram a previsão de que a Selic fechará este ano no atual patamar e mínima histórica de 6,5%.
A expectativa agora é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fique em 4,17% em 2018, ante previsão de 4,15% na semana anterior. Já em relação à economia brasileira, a previsão das instituições financeiras ouvidas pelo BC é que o PIB (Produto Interno Bruto) deve avançar 1,47%, ante taxa de 1,49% na semana passada.
Nessa época de instabilidade, especialistas recomendam acompanhar as cotações e não comprar tudo de uma vez, mas aos poucos.
Consulta pública sobre microcrédito
O Banco Central publicou o Edital de Consulta Pública 66/2018, divulgando proposta de resolução que dispõe sobre operações de microcrédito. A consulta pública está em vigor desde o dia 16 de agosto e terá duração aproximada de 30 dias.
O objetivo é simplificar os requisitos técnicos para a concessão de microcrédito e ampliar o uso de tecnologias de informação e comunicação no PNMPO (Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado). Desse modo, reduzem-se os custos administrativos dessa linha de crédito e amplia-se o programa sem perda do foco na população de baixa renda.
As mudanças propostas vão adequar as normas dessa modalidade de crédito às mudanças feitas por meio da Lei 13.636/2018.
Entre as modificações propostas estão: a atualização de R$ 120 mil para R$ 200 mil da renda bruta anual do público-alvo; o aumento do valor máximo da operação de R$ 15 mil para R$ 21 mil; a atualização do limite máximo para o saldo devedor do cliente do microcrédito, de R$40 mil para R$90 mil; a exclusão das operações de microcrédito voltadas para financiamento do consumo do escopo do PNMPO; a flexibilização da metodologia específica do microcrédito, com a previsão da possibilidade de acompanhamento do tomador de forma não presencial; a simplificação da tipificação das entidades autorizadas a operar no PNMPO, incluindo as fintechs de crédito e os agentes de crédito constituídos como pessoas jurídicas; a previsão da possibilidade de recepção e de encaminhamento de proposta de cartão pré-pago por entidades subcontratadas por instituições financeiras.
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