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#coronavírus Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel de anticorpos contra a covid, mas a venda é proibida. O uso será restrito a hospitais e destinado a pessoas do grupo de risco

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O coquetel já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, Canadá e Suíça.

Foto: AFP
O coquetel já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, Canadá e Suíça. (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira (20) o uso emergencial de um medicamento contra a covid. É um coquetel que contém a combinação de dois remédios experimentais, desenvolvidos pela farmacêutica Roche: o casirivimabe e o imdevimabe (Regn-CoV2). É o segundo medicamento aprovado pela agência. O primeiro foi o remdesivir.

Entenda:

Os medicamentos devem ser administrados juntos por infusão intravenosa;

O coquetel é composto por dois anticorpos monoclonais (casirivimabe e imdevimabe) que bloqueiam a entrada do vírus na célula;

O tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio;

Ele não é recomendado para pacientes graves;

Ele não é indicado para prevenção da covid;

O coquetel já foi aprovado para uso emergencial nos Estados Unidos, Canadá e Suíça. Também teve recomendação de uso pela agência europeia de medicamentos (EMA);

Ele não substitui as vacinas contra a covid.

“Esses produtos são o que a gente chama de anticorpos monoclonais. A ideia dessa proposta é neutralizar o vírus para que ele não se propague nas células infectadas e assim controlar a doença”, explica o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes.

Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais, que pesem no mínimo 40 kg) que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção por SARS-CoV-2 confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para covid grave.

O medicamento não é recomendado para pacientes graves. “Anticorpos monoclonais como casirivimabe e imdevimabe podem estar associados à piora nos desfechos clínicos, quando administrados em pacientes hospitalizados com covid, que necessitam de suplementação de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica”, alerta a Anvisa.

O coquetel já foi aprovado para uso emergencial pela FDA, agência de saúde dos Estados Unidos, após apresentar bons resultados em pacientes com sintomas leves e moderados da covid. Ele também foi usado no tratamento do ex-presidente americano Donald Trump.

Segundo o órgão americano, a combinação “reduziu a hospitalização relacionada a covid, ou as visitas ao pronto-socorro, em pacientes com alto risco de progressão da doença, em 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo”.

O medicamento também foi aprovado para uso emergencial no Canadá, Suíça e teve recomendação de uso pela agência europeia de medicamentos (EMA).

Remdesivir

Em março, a Anvisa anunciou o registro do primeiro medicamento para pacientes hospitalizados com covid, o antiviral remdesivir, que ainda está em estudos.

O remdesivir é produzido pela biofarmaceutica Gilead Sciences e o seu nome comercial é Veklury. Trata-se de um medicamento sintético administrado de forma intravenosa. Ele age impedindo a replicação viral.

O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, esclareceu que o remdesivir não é vendido em farmácia e pode ser utilizado apenas com supervisão médica. “É de uso restrito pelos hospitais, para que os pacientes possam ser adequadamente monitorados”, disse. (Informações do portal G1)

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