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Armando Burd Aos corajosos

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Refinarias brasileiras estão com 30 por cento de ociosidade. (Foto: Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A única certeza em relação ao próximo presidente da República: enfrentará 2019 marcado por pouco dinheiro em caixa, aumento do rombo fiscal e muitos problemas para resolver.

Ginástica dos números

Nota técnica divulgada esta semana pelas Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados, ao analisar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, concluiu:

“O próximo governo terá necessidade de mudanças na legislação para aumentar a receita permanente ou reduzir gastos.” O déficit, sem contar o pagamento de juros, ficará em 139 bilhões. Até 2021 não há perspectiva de sair do buraco.

Alto risco

Mais do que a reunião do Comitê de Política Monetária em Brasília, este mês, o governo se preocupa com a provável elevação dos juros nos Estados Unidos. A decisão será anunciada na próxima quarta-feira e poderá significar fuga de capitais para terra de Tio Sam.

Nuvens pela frente

Quando o dólar dispara, aciona-se automaticamente o dispositivo do Desconfiômetro.

O Banco para Compensações Internacionais alertou, em junho de 1998, para a ausência de modelos que pudessem evitar crises financeiras de abrangência mundial, como agora se repete. A globalização é um desafio político. Suas consequências podem ser boas ou ruins, dependendo de adaptações estruturais de cada país.

O que o governo não explica

O Brasil importa mais de 10 bilhões de dólares em derivados, especialmente diesel e gasolina, que poderiam ser produzidos por nossas refinarias, que hoje operam com ociosidade de 30 por cento.

Radiografia em meio à crise

O Tribunal de Contas da União vai analisar a prestação de contas de 2017 do presidente Michel Temer em sessão extraordinária na próxima quarta-feira.

Tradução limitada

O site do Senado oferece, desde ontem, conteúdos nos idiomas espanhol, inglês e francês. São informações sobre atribuições, história e funcionamento do Parlamento. O resto, que acontece no dia a dia, fica com divulgação restrita aos conhecedores da língua portuguesa. Deixa, portanto, de mostrar a face um pouco sombria do país.

Perdeu o prumo

A prefeitura de Porto Alegre não sabe mais onde buscar dinheiro. Emitiu um documento bancário para que a Câmara Riograndense do Livro desembolse, até 28 de setembro, o valor de 179 mil e 849 reais. Motivo: o aluguel da Praça da Alfândega, onde se realiza desde 1955 a Feira do Livro.

O dinheiro será revertido para o Fundo Pró Defesa do Meio Ambiente.

Quer dizer, sem pagar a taxa, não teremos este ano a maior Feira do Livro a céu aberto da América Latina.

Gesto modelar

A prefeitura de Bagé inaugurou, esta semana, um prédio em Porto Alegre para pacientes que vêm da Fronteira Oeste em busca de tratamento e seus familiares. Fica na Duque de Caxias, próximo à Santa Casa de Misericórdia. A estimativa do custo mensal é de 15 mil reais. Outras prefeituras deveriam seguir o exemplo.

Queriam cassar deputados

Em 2005, a Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul processou deputados estaduais e federais porque mantinham albergues para pessoas vindas para consultas médicas em cidades-polo. Os juízes queriam cassar mandatos. Serviu para que advogados elevassem a tabela de honorários. Em Brasília, todos os réus foram absolvidos. Os ministros elogiaram o gesto humanitário dos parlamentares que estenderam a mão aos que precisavam.

Balanço do jogo

Na recente greve, ganharam os comerciantes oportunistas e os caminhoneiros que descansaram. Perdeu a nação.

Desafetos

Eram amigos e solidários da manhã à noite, Agora, Henrique Meirelles e Carlos Marun não usam mais a mesma calçada. Diante da possibilidade do encontro, um vai desviar.

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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