Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de março de 2021
O aplicativo de mensagens criptografadas Signal, uma das poucas plataformas estrangeiras que não estava bloqueada até o momento na China, se tornou inacessível na terça-feira (16) no país.
A China tem um grande sistema de vigilância da internet que permite filtrar conteúdos considerados sensíveis, incluindo críticas políticas ou pornografia.
Em nome da estabilidade, a China exige que os gigantes digitais tenham seus próprios censores para executar a tarefa de maneira antecipada.
Caso as normas não sejam cumpridas, a China bloqueia as ferramentas de busca e as redes sociais estrangeiras (Google, Facebook, Twitter, etc.), que só podem ser acessadas utilizando uma Rede Privada Virtual (VPN na sigla em inglês).
De acordo com o site Greatfire.org, que acompanha a censura on-line na China, o app Signal não pode ser acessado no país desde pelo menos 15 de março, mas permanece disponível na loja de aplicativos da Apple.
Na China, o app foi instalado em 510.000 iPhones ou iPads, segundo a consultoria Sensor Tower. A nível mundial, o Signal superou a marca de 100 milhões de downloads na App Store e no Google Play, loja do Android..
Lançado em 2014, o Signal é considerado pelos especialistas como um dos aplicativos de mensagens mais seguros no mercado graças ao sistema de criptografia.
O app ganhou notoriedade em janeiro quando o concorrente WhatsApp anunciou que compartilharia mais dados com sua empresa matriz Facebook, o que desagradou muitos usuários.
A reação dos usuários levou o WhatsApp a anunciar o adiamento por três meses da entrada em vigor das novas condições de uso.
Na ocasião, o fundador de Tesla, o empresário Elon Musk, elogiou publicamente o Signal, o que fez deste aplicativo o mais baixado durante vários dias em muitos países, entre eles Índia, França e Alemanha.
O Signal se une assim à longa lista de plataformas ou redes sociais bloqueadas na China.
No mês passado, a China proibiu o Clubhouse, um aplicativo americano que permite aos usuários participar em conversas ao vivo apenas por convite.
Supervisão
O presidente da China, Xi Jinping, ordenou nesta semana que os órgãos reguladores do país intensifiquem a supervisão sobre as gigantes da tecnologia na internet. De acordo com a Bloomberg, as informações foram publicadas pela emissora estatal CCTV.
Em reunião com o principal comitê financeiro do Partido Comunista Chinês (PCC), o líder advertiu que as empresas de “plataforma”, como são chamadas as “big techs” por lá, devem ser regulamentadas. As informações são da agência de notícias AFP e do portal de notícias G1.
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