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Mundo Após nevasca, capital dos EUA começou a semana em ritmo de feriado

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Em Nova York a tempestade bateu recorde: O acúmulo de neve chegou a 68 centímetros. (Foto: Reprodução/Twitter)

Washington, a capital dos Estados Unidos, começou a semana em ritmo de feriado forçado. Depois de uma das maiores nevascas dos últimos anos, a cidade ainda está, em parte, paralisada pela neve, com o transporte público funcionando precariamente e muita neve acumulada nas ruas.

“A tempestade foi muito pior do que eu esperava, mas acabou sendo muito divertido. E para nossa sorte, não faltou luz”, disse uma mulher, consultora de uma organização internacional, enquanto passeava com seu cachorro numa estreita trilha aberta na neve. Com o expediente suspenso, ela se preparava para voltar para casa “e para o pijama”, admitiu ela.

As aulas em escolas e universidades da região foram suspensas e as repartições federais não funcionaram nessa segunda-feira, com exceção da Suprema Corte. A nevasca mexeu com o calendário político, levando ao adiamento das votações no Congresso marcadas para a semana e alterando a campanha dos pré-candidatos à Casa Branca. Seguindo as recomendações do governo dos EUA, a embaixada do Brasil em Washington também permaneceu fechada. Porém, para decepção de muitos turistas, a tempestade não bateu o recorde de 1922, quando a cidade foi coberta por 71 centímetros de neve. Mas com um volume médio de 50 centímetros, a nevasca já está entre as três maiores enfrentadas por Washington na história recente.

Transtornos
Apelidada de “Snowzilla” (mistura de “snow”, neve em inglês, com o nome do monstro do cinema “Godzilla”), a tempestade Jonas afetou cerca de 85 milhões de pessoas. Dessas, 300 mil ficaram sem energia elétrica. Muitos moradores da costa Leste passaram o domingo desenterrando seus carros e limpando a neve das vias, que atingiu cerca de 91 centímetros em cinco Estados. Ao menos 29 mortes foram registradas no país. As mortes resultaram de acidentes de carro, envenenamento por monóxido de carbono, ataques cardíacos sofridos na tentativa de remover a neve e, também, hipotermia.

As autoridades norte-americanas insistem que a população só volte às ruas após o fim da remoção da grande quantidade de gelo que se acumulou em 11 Estados. No domingo, 3,5 mil voos foram cancelados no país, e dois da companhia American Airlines que sairiam à noite do mesmo dia do Rio de Janeiro (RJ) e de São Paulo (SP) para Nova York não decolaram.

Normalidade
Os 68 centímetros de neve que caíram em um único dia sobre o Central Park, em Nova York, representam a segunda maior marca desde o início dos registros, em 1869. A proibição da circulação de automóveis foi suspensa às 7h de domingo e o transporte público voltou, enfim, a funcionar. Os espetáculos da Broadway retomaram suas atividades. A Bolsa de Valores da cidade operou normalmente nessa segunda-feira.

Em Nova Jersey, o governador, Chris Christie, encorajou moradores a retornarem a suas rotinas diárias. No litoral norte-americano, bastante afetado pelos cortes na eletricidade, o alerta de enchentes permanece em Estados como Delaware e Nova Jersey, onde os fortes ventos contribuíram para o aumento do nível das águas.

Diversão
Milhões de pessoas aproveitaram para se divertir após a nevasca recorde que atingiu o Leste dos EUA no final de semana. Em Washington, moradores organizaram uma grande batalha de bolas de neve. Na cidade da Filadélfia, o programa foi descer – em trenós improvisados e até bicicletas – a escadaria do museu de arte. Em Lakehood, no Estado de Ohio, alunos receberam uma tarefa diferente: criar seus próprios trenós de papelão.

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