Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de janeiro de 2020
Os Estados Unidos conduziram seu primeiro exercício em massa com o novo caça F-35A, lançando 52 deles de sua base em Utah, segundo informou a unidade 388ª Ala de Caça da força aérea.
A força aérea americana, porém, defendeu a tese de que foi uma coincidência o fato de o número de aeronaves apresentadas ser o mesmo dos alvos citados pelo presidente Donald Trump em sua ameaça de ataque ao Irã – ele disse que tinha mapeado 52 pontos iranianos, incluindo de seu patrimônio cultural.
“Assim como o momento, o número é uma coincidência. Esse é o máximo (de aviões) que podemos colocar no ar”, disse o porta-voz da força aérea de Hill, Micah Garbarino, segundo o jornal britânico The Guardian. Ele explicou que o exercício vinha sendo planejado há meses.
O último F-35A Lightning foi entregue em dezembro, quatro anos após o lançamento do primeiro modelo. Os novos jatos elevaram a 78 o número de aeronaves da força ativa das Alas 388 e 419.
De acordo com o Guardian, dos três esquadrões ativos, um está está em operação no Oriente Médio – e dois deles estacionados em Utah, que participaram do exercício em massa conhecido na força aérea pelo termo “caminhada de elefante”.
A base conduziu os voos de testes por mais de dez minutos na manhã de segunda-feira, como anunciou a Ala 388. O exercício representa a conquista da capacidade total de combate do F-35, considerado o programa militar mais caro já desenvolvido, marcado por controvérsias, questões técnicas e excedentes de custos. O F-35A é uma versão convencional de decolagem e pouso do avião. O plano dos EUA é desenvolver mais de 2,6 mil aviões entre agora e 2037.
Reino Unido
O porta-voz do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse hoje que o governo do Reino Unido não apoiaria um eventual ataque dos Estados Unidos a locais com patrimônios bens culturais do Irã. A ameaça foi feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, alertando para uma “grande retaliação” se o Irã revidar pela morte do general Qassim Suleimani. O republicano prometeu ainda “atacar o Irã como eles nunca foram atacados antes”. Falando a repórteres a bordo do Air Force One, Trump declarou que os EUA “têm 52 alvos iranianos, alguns em um nível muito alto e importantes para o Irã e a cultura iraniana”.
Sem fazer criticas diretas a Trump, o porta-voz declarou que “convenções internacionais em vigor impedem a destruição do patrimônio cultural” e que o Reino Unido não acredita que o presidente americano cumpra tais ameaças, segundo informou o jornal britânico The Guardian. “Você pode consultar as convenções internacionais. Está no documento da Convenção de Haia de 1954 a proteção a bens culturais durante conflitos armados”, disse o porta-voz à imprensa.
O representante do governo ainda afirmou que Reino Unido e EUA mantêm uma “parceria próxima” e que “estão em diálogo constante em todos os níveis”. Questionado sobre a posição de Johnson a respeito da legalidade do ataque dos EUA ao general iraniano, o porta-voz do líder britânico declarou que “os Estados têm o direito de tomar medidas como essa em legítima defesa e os EUA deixaram claro que Suleimani planejava ataques iminentes a diplomatas e militares americanos”.
A França, Reino Unido e Alemanha pediram hoje ao Irã que “retorne em total conformidade com seus compromissos” do acordo nuclear de 2015, depois que Teerã anunciou ontem que deixará de cumprir as limitações impostas ao seu programa atômico. Em um comunicado conjunto, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a chanceler alemã Angela Merkel também apelaram às autoridades iranianas para que “se abstenham de qualquer ação violenta ou proliferativa”.
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