Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de dezembro de 2016
Um dos principais aliados do então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS) relatou ter visitado nessa sexta-feira o ex-colega na penitenciária no Paraná, onde está preso preventivamente desde o dia 19 de outubro, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava-Jato na primeira instância.
Nos dois primeiros meses, o peemedebista ficou preso na carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba, de onde foi levado no começo deste mês para Pinhais. Ele é acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção passiva e ativa, no âmbito do escândalo de corrupção da Petrobras.
Segundo Marun, Cunha está boa condição de saúde mas preocupado com a sua defesa. “Não conversamos sobre delação premiada, mas ele comentou que a ala do presídio onde ele está é de quem não aderiu ao acordo”, contou Marun. “Ele estava de camiseta branca e uma calça de abrigo, não parecia mais magro e nem mais gordo.”
Ainda segundo o visitante, Cunha lamentou a desunião do chamado Centrão no processo de eleição para presidência da Câmara dos Deputados, no dia 2 de fevereiro. “Eu compartilhei com ele a minha avaliação de que o Rodrigo Maia, do DEM, é um candidato fortíssimo, caso seja autorizado a concorrer à reeleição”, detalhou. “Disse, também que o Centrão não tem um candidato único definido, o que ele lamentou.”
Composto por cerca de 200 deputados de 13 partidos da base aliada, o Centrão tem atualmente dois pré-candidatos à presidência da Câmara: o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), e o líder do PTB, Jovair Arantes (GO). Na última eleição para o comando da Casa, em julho, após Cunha renunciar ao cargo de presidente da Casa, o Centrão também lançou vários candidatos e acabou derrotado. No segundo turno, Maia venceu a disputa contra Rosso, obtendo um mandato-tampão de sete meses.
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