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Economia Área entre o Rio Grande do Sul e o Sul de São Paulo pode ter geadas; milho e trigo estão vulneráveis

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As regiões produtoras que se estendem do Rio Grande do Sul ao sul de São Paulo podem sofrer com as baixas temperaturas. (Foto: Roger Terra de Moraes/Emater)

As regiões produtoras que se estendem do Rio Grande do Sul ao sul de São Paulo podem sofrer com as baixas temperaturas. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou nesta quarta-feira (4) um alerta para os “riscos de geada que poderão atingir lavouras. A condição climática adversa pode impactar, principalmente, o desenvolvimento de milho da segunda safra e do trigo em estádios mais avançados”.

“Além das baixas temperaturas, a previsão esperada para todo o sul do país é de um clima mais seco. No Paraná, a falta de chuvas pode restringir as lavouras de milho 2ª safra em enchimento de grãos e de trigo em desenvolvimento, uma vez que a umidade no solo se encontra baixa. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul a ausência de precipitações não tende a trazer grandes impactos, uma vez que o armazenamento hídrico no solo se mantém em níveis suficientes para o desenvolvimento das lavouras na próxima semana”, informa a Conab.

“Assim como no Sul do país, não há previsão de chuvas para as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Norte e para boa parte do Nordeste. Essa condição favorece a colheita das culturas de segunda safra, com destaque para o milho 2ª safra e para o algodão. No caso da fibra, o índice de colheita chega a 45,4% em todo o país. Em Mato Grosso houve avanço das operações de colheita, chegando a abranger 63,4% da área total cultivada. Por sua vez, em Mato Grosso do Sul, a colheita atinge 50% da área total cultivada sem registro de danos por geadas na última semana.

Já na região de Sergipe, Alagoas e Bahia, “há expectativa de registro de baixo volume de chuva. No entanto, cabe destacar que, nestes estados, a umidade no solo é suficiente para o desenvolvimento do feijão e do milho 3ª safra, principalmente nos municípios mais próximos ao litoral. Na Bahia, as lavouras do grão iniciaram a fase de maturação, apresentando condições distintas, em razão do clima, especialmente a escassez de chuvas, e a semeadura em diferentes períodos”.

Agropecuária

No RS, a região do Alto Uruguai passou por uma das mais intensas frentes frias dos últimos anos, com geadas consecutivas nos dias 28, 29 e 30 de julho, as quais provavelmente terão consequências para a agropecuária da região. O frio intenso registrado na semana passada, acompanhado de formação de geada, queda de granizo e até neve em alguns locais, influencia diretamente as culturas.

Foram observadas perdas significativas na cultura da cana-de-açúcar, nas áreas ainda não colhidas, mais distantes do vale do Rio Uruguai, segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, engenheiro agrônomo Carlos Angonese. No vale do Rio, principal região de cultivo da cana, as perdas ainda precisam de uma avaliação mais acurada, a ser realizada com o passar dos dias. A neblina que protege os cultivos na costa do Rio, neste período, teve sua formação mais tarde (próximo do amanhecer) e os cristais de gelo (geada) se formaram em todo o vale, mas de forma menos intensa do que no restante da região. Esta situação deverá diminuir a oferta de açúcar mascavo e de melado no mercado.

Com relação à mandioca, segundo Angonese, não há previsão de perdas para a safra deste ano, entretanto esta cultura dever sofrer consequências negativas para o futuro, uma vez que as temperaturas abaixo de 0°C inutilizaram o material vegetativo não protegido/abrigado das geadas. Dessa forma, no próximo ano deve haver redução na oferta de ramas de mandioca para implantação da nova safra.

Angonese ressalta que em todas as culturas as perdas necessitam de um tempo maior para serem quantificadas, uma vez que os danos por geada podem atingir os pontos de crescimento da planta, causando perdas mais significativas, ou apenas queimando folhas. As informações são da Conab e da Emater/RS-Ascar.

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