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Variedades “As brasileiras, assim como eu, gostam de mostrar suas curvas”, afirma americana que acaba de publicar livro apenas com autorretratos

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Socialite Kim Kardashian veio ao Brasil para lançar coleção de roupas. (Crédito: Reprodução)

“Eu estou confusa.” Foi assim que a americana Kim Kardashian West, 34 anos, deu como encerrada a discussão se iria levantar as pernas para uma foto e apoiá-las na cadeira da sala de cinema onde recebeu a reportagem.

No Brasil para lançar uma coleção de 20 peças de roupas com sua assinatura para o Dia dos Namorados da rede de lojas C&A, a socialite, estrela de reality show (“Keeping Up with the Kardashians”) e mulher do rapper Kanye West, só fala, sorri e tira suas famosas selfies se tudo for programado com muita antecedência.

“Para foto no espelho, só se a maquiagem e o cabelo estiverem perfeitos”, brinca ela, que teve uma equipe de maquiadores a acompanhando na passagem de pouco mais de 24 horas no País.
Espécie de Valesca Popozuda do hemisfério Norte – apesar de suas curvas parecerem maiores do que as de sua versão nacional –, Kim diz ter criado roupas que, segundo ela, se encaixam no seu estilo e no da mulher brasileira. “[A coleção] tem menos a ver com o que você veste e mais com o quanto se diverte vestindo. Queria mostrar algo simples, mas bem sexy”, explica Kim. “As brasileiras, assim como eu, gostam de mostrar suas curvas. Por isso tem tanto stretch [tecido elástico], que gruda no corpo e dá conforto.”

Tops curtos, saias lápis (justas e com comprimento abaixo do joelho) e vestidos com fendas laterais compõe a coleção, toda em preto, branco e azul marinho. Parece ter sido feita exatamente para o corpo de 1,59 metro e cerca de 60 quilos da morena. As roupas custam até 189 reais e chegam às lojas no dia 21 deste mês.

Orgulhosa da carreira de celebridade que construiu a base de selfies, brigas e reconciliações com a família, tudo exposto em seu programa – que “mostra uma família real”, segundo ela –, Kim usou a palavra “orgulho” seis vezes em menos de 20 minutos de conversa.

Famosa entre os jovens americanos, que almejam ter a vida glamourosa da socialite, ela se orgulha do casamento com Kanye e da filha, North West, de 1 ano e 11 meses, para quem diz ler “dez livros infantis por dia”.

Sobre as críticas a respeito de seu estilo de vida extravagante e amplamente documentado em sua conta no Instagram, ela dá de ombros. “Eu não presto mais atenção nos comentários negativos. Já fiz isso no começo da carreira, mas às vezes são muito, muito agressivos”, desabafa.

Foi do Instagram que tirou a ideia de lançar um livro só com suas selfies. Intitulado “Selfish” (“Egoísta”, em português), foi publicado neste mês pela editora americana Rizzoli e ainda não tem data prevista para o Brasil. “Ninguém nunca havia pensado na relevância do Instagram na vida das pessoas. O nome tem a ver com o que a selfie significa de verdade, um jogo sobre o que você é e o que quer mostrar. Lembro de todas as situações e o que estava vestindo em cada fotografia”, afirma. Ela acrescenta: “É um livro de memórias sobre o fenômeno das redes sociais”. (Folhapress/Pedro Diniz)

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