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Notas Brasil As organizadoras de excursões para ver o médium João de Deus estão se sentindo culpadas

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João de Deus está preso no Núcleo de Custódia em Aparecida de Goiânia. (Foto: Cesar Itiberê/Fotos Públicas)

Organizadoras de excursões para a Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium João de Deus prestava atendimentos em Abadiânia, no interior de Goiás, procuraram a ONG Vítimas Unidas, criada por pacientes abusadas pelo médico Roger Abdelmassih. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

“Elas me dizem que ele atingiu mais do que a fé delas. Ele mexeu com a ética profissional”, diz Maria do Carmo Santos, presidente da ONG. Segundo ela, essas mulheres, mesmo sem sofrer assédio, também são vítimas, porque se sentem culpadas.

“Uma delas me disse não ter coragem de perguntar para as clientes se alguma chegou a ser assediada”, afirma.

Força-tarefa

A força-tarefa instituída pelo Ministério Público de Goiás para apurar as acusações de abuso sexual feitas contra o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, recebeu desde o dia 10, quando foi criado o e-mail para recebimento de denúncias de vítimas, um total de 335 mensagens e contatos por telefone.

O e-mail específico para essa finalidade é o denuncias@mpgo.mp.br. Os atendimentos são de denunciantes de Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará e Santa Catarina.

A força-tarefa instituída pelo procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, é formada por cinco promotores e duas psicólogas da equipe do MP para integrarem a força-tarefa. O grupo é composto pelo promotor de Justiça Steve Gonçalves Vasconcelos, que está em substituição da Promotoria de Abadiânia, onde os fatos teriam acontecido e onde tramitarão eventuais ações penais; o coordenador e o coordenador adjunto do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal do MP, Luciano Miranda Meireles e Paulo Eduardo Penna Prado; a coordenadora do CAO dos Direitos Humanos, Patrícia Otoni, e a promotora Gabriella de Queiroz Clementino, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As psicólogas são as servidoras Liliane Domingos Martins e Lícia Nery Fonseca.

O procurador-geral de Justiça também encaminhou no dia 11 um ofício-circular aos procuradores-gerais de Justiça dos MPs Estaduais e do Distrito Federal solicitando que sejam designadas unidades de atendimento para coleta de depoimentos de possíveis vítimas do médium.

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