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Brasil As respostas para as perguntas mais procuradas sobre vacinação

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A covid-19 já vitimou mais de 210 mil brasileiros. (Foto: EBC)

A aprovação da CoronaVac (Sinovac/Instituto Butantan) e da CoviShield (Fiocruz/Universidade de Oxford/AstraZeneca) representou um enorme avanço para conter a pandemia de covid-19, que já vitimou mais de 210 mil brasileiros.

Essas duas vacinas são as primeiras a serem liberadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No domingo (17), técnicos e diretores da agência sanitária brasileira se reuniram para tomar a decisão e aceitar de forma emergencial a aplicação das doses.

Em meio a tanta expectativa e planejamento, a população brasileira está cheia de dúvidas e perguntas a respeito dos produtos e, claro, de como vai acontecer a campanha nacional de imunização contra a covid-19.

Algumas perguntas relacionadas à vacinação contra a covid-19 tiveram um crescimento de 2.500% nas buscas desde a aprovação dos imunizantes.

Confira abaixo as questões mais comuns e as respostas para elas:

1) O que é uso emergencial?

O uso emergencial é uma aprovação que as agências regulatórias, como a Anvisa no Brasil e a FDA nos Estados Unidos, dão a determinados produtos em caráter provisório e por um tempo determinado.

Essa liberação se baseia nas análises preliminares dos testes clínicos. Esses estudos acompanham milhares de voluntários e geralmente demoram alguns anos para serem finalizados.

O problema é que, durante uma pandemia que afeta milhões de pessoas em todos os continentes, é impossível esperar tanto tempo para encontrar uma solução.

Para acelerar um pouco esse processo, os cientistas determinam um número mínimo de eventos. Em outras palavras, isso significa uma quantidade de participantes do estudo que pegam covid-19.

A partir daí, é possível fazer comparações e cálculos para determinar uma taxa de eficácia do imunizante e saber se ele é seguro e não provoca efeitos colaterais graves.

2) O que é imunogenicidade?

A imunogenicidade é a capacidade que uma vacina tem de gerar uma resposta imune e fazer com que uma pessoa fique protegida contra determinada doença.

Pelos estudos feitos até o momento, a CoronaVac e a CoviShield tem uma boa imunogenicidade. O que ainda não se sabe é quanto tempo essa proteção dura — será preciso acompanhar os voluntários por mais tempo para obter essa resposta.

Pode ser que essas vacinas precisem de doses de reforço a cada seis, 12 ou 24 meses (como acontece com as vacinas contra a gripe).

3) O que é vacina placebo?

Esse termo “vacina placebo”, na verdade, está errado. Uma coisa é vacina e outra completamente diferente é o placebo.

Acontece que, durante os testes clínicos antes da aprovação, os cientistas precisam saber se o imunizante é seguro e eficaz.

Para isso, os voluntários são divididos em dois grupos. O primeiro toma doses do produto ativo, que vai gerar a imunogenicidade.

Já o segundo recebe doses de placebo, uma substância sem nenhum efeito no corpo.

A expectativa é que, na comparação dos resultados, o grupo que foi vacinado esteja mais protegido contra determinada doença infecciosa em relação àqueles que receberam placebo.

4) O que fazer quando se perde a carteira de vacinação?

Para a campanha de imunização contra a covid-19, isso não será um problema. “Os postos de vacinação vão estar preparados para fornecer algum tipo de comprovante, mesmo que o cidadão não tenha a carteirinha antiga”, prevê Ramos, que foi o coordenador das pesquisas com a CoronaVac em Porto Alegre.

Ainda não há orientações específicas, mas espera-se que na hora da vacinação contra a covid-19 as pessoas levem algum tipo de documento de identificação, apresentem o Cartão Nacional de Saúde ou informem o número do CPF.

Em alguns casos, será necessário comprovar de alguma maneira que você faz parte dos grupos prioritários.

5) Quem são os primeiros a serem vacinados?

Os primeiros vacinados contra a covid-19 são os profissionais da saúde. Na sequência, a prioridade será de indígenas e idosos. Mas qual a razão dessa prioridade?

“Em primeiro lugar, isso tem a ver com a exposição ao vírus. Médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da linha de frente estão sob grande risco e precisamos proteger logo essas pessoas”, justifica Ramos.

Já idosos e indígenas são populações vulneráveis, que correm mais risco de sofrer com o agravamento e morte por covid-19.

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