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Rio Grande do Sul Devido a falhas na prevenção do coronavírus, os supermercados de Passo Fundo com mais de 20 funcionários foram obrigados a fechar as portas

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A medida vai ao encontro do esforço coletivo de redução da circulação de pessoas para reduzir o contágio por coronavírus. (Foto: EBC)

Após constatar o descumprimento de regras previstas no âmbito das diretrizes de combate ao coronavírus, a prefeitura de Passo Fundo (Região Norte gaúcha) publicou um decreto determinando o fechamento temporário de mercados, supermercados e centros de compras com mais de 20 empregados. A medida é válida por 24 horas, até as 8h desta segunda-feira (4), e quem não se adequar poderá ter o negócio interditado.

Os problemas se referem a falhas em cuidados preventivos como higienização de ambientes, carrinhos e cestas, disponibilização de álcool-gel e a não observação do distanciamento mínimo entre clientes, dentre outros. Alertados, os estabelecimentos receberam o prazo para que pudessem se organizar e providenciar as medidas necessárias ao funcionamento seguro desses espaços.

Segundo a administração municipal, um dos principais descuidos se refere ao limite de integrantes de uma mesma família que podem ingressar nos mercados e similares, algo que não vinha sendo respeitado. Também não estava sendo atendida a obrigatoriedade de afixação de materiais informativos sobre a Covid-19 nesse tipo de ponto de venda.

“Considerando-se que são serviços essenciais e servem de abastecimento para a população, o fechamento será de 24 horas, inicialmente”, informou o site oficial da prefeitura. “Quem cumprir as regras poderá voltar a atender, aqueles que não cumprirem, poderão ser fechados por um tempo mais longo.”

Em caso de descumprimento serão aplicadas, cumulativamente, penalidades de multa, interdição total da atividade e cassação de alvará de localização e funcionamento, assim como todas aquelas previstas na legislação local e legislações correlatas.

Já os centros de compras com menos de 20 funcionários puderam atender normalmente ao longo do dia em todas as regiões da cidade, também de acordo com as regras previstas no município.

Na sexta-feira, a prefeitura de Passo Fundo já havia reforçado medidas e orientações sobre o funcionamento do comércio em geral, decretado que, com base no decreto estadual que determinou a manutenção das portas fechadas de uma série de negócios na cidade. Salvo exceções como os supermercados, não se pode prestar serviços presenciais – somente por telefone, internet ou aplicativos.

Já a entrega de produtos só pode ser efetuada por meio dos sistemas de tele-entrega, “pague e leve”, tele-entrega ou correio, por exemplo. “Fica vedado aos shopping centers, centros comerciais, galerias de lojas e outros com acesso público coletivo a abertura para circulação de pessoas”, acrescentou o documento.

Escalada da pandemia

A situação sanitária de Passo Fundo preocupa as autoridades: com a 12ª maior população do Rio Grande do Sul (200 mil habitantes), a cidade contabiliza ao menos 186 casos confirmados e 14 mortes por coronavírus, números que a colocam na vice-liderança isolada do ranking de registros da doença do Rio Grande do Sul.

Trata-se da campeã do interior nesse quesito, já que no topo da estatística estadual está Porto Alegre (460 diagnósticos positivos e 16 óbitos). Além disso, a cidade tem enfrentado surtos localizados.

No final de abril, 18 idosos do asilo Nossa Senhora da Luz, de Passo Fundo, receberam diagnóstico positivo para coronavírus, após apresentar febre e outros sintomas compatíveis com o coronavírus . Destes, três foram internados em um hospital local e dois faleceram. O restante permaneceu isolado na instituição de acolhimento.

Um outro surto da doença atingiu na mesma época uma unidade do frigorífico JBS na região. Cerca de 50 empregados tiveram infecção atestada e dois deles perderam familiares para a Covid-19. A indústria foi interditada e outras decidiram, por contra própria, paralisar temporariamente as suas atividades.

(Marcello Campos)

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