Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de janeiro de 2016
Pelo menos 15 pessoas morreram, a maioria policiais, e outras 20 ficaram feridas nesta quarta-feira (13) após a explosão de uma bomba perto de um centro de combate à poliomielite na cidade de Quetta, no Oeste do Paquistão. O atentado aconteceu por volta das 9h locais (2h de Brasília) no bairro Satelite Town, na capital da província de Baluchistão, afirmou um porta-voz da polícia local.
A explosão atingiu uma van policial. As autoridades investigam se o atentado foi provocado por um homem-bomba. O ministro do Interior do Baluchistão, Sarfraz Bugti, disse que o atentado “foi aparentemente um ataque suicida” e aconteceu no momento em que vários grupos de vacinação contra a poliomielite eram enviados para diferentes partes da cidade.
“Esses ataques são motivados pela frustração e por uma mentalidade covarde. Continuaremos até eliminarmos o último terrorista. Eliminaremos essa ideologia extremista”, assinalou o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, em comunicado.
Hoje era o último dia de uma campanha de vacinação que tinha começado na segunda-feira em Quetta e em outros distritos do Baluchistão, com o objetivo de imunizar 2,4 milhões de crianças, entre elas 55 mil refugiados afegãos, segundo a imprensa local.
Os ataques armados de grupos fundamentalistas contra as equipes de vacinação e seus seguranças são comuns em todo o Paquistão e representam o principal obstáculo para a luta contra a pólio no país asiático, um dos únicos do mundo, junto com Nigéria e Afeganistão, onde a doença é endêmica.
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