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Política Ato de Bolsonaro com advogados de direita é “tiro no pé” e constrange sua defesa

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O ato irritou parte do partido de Bolsonaro.

Foto: Antonio Augusto/STF
Bolsonaro será o sexto a ser interrogado e há expectativa de que fale entre terça (10) e quarta (11), a depender do ritmo das audiências. (Foto: Antonio Augusto/STF)

Um grupo de políticos e de advogados da direita promoveu um almoço com Jair Bolsonaro (PL), na última quinta-feira (10) em Brasília. Em vez de discussão jurídica, que pudesse eventualmente contribuir para a discussão do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), o evento foi marcado por torcida aos gritos de “mito” e “volta Bolsonaro”, sendo considerado “um tiro no pé”, por pessoas próximas ao ex-presidente.

O ato irritou parte do PL. A avaliação é que a manifestação no encontro fechado pode até ter impacto em três direções, mas nenhuma delas ajuda a evitar uma condenação no STF e a eventual prisão do ex-presidente.

Nessa lógica o movimento teria servido apenas para:

1. Tensionar a relação com o STF;

2. Constranger as defesas do ex-presidente e também do general Braga Netto, feita por criminalistas que também já atuaram em processos de grandes nomes da esquerda;

3. Promover políticos de olho nos votos dos bolsonaristas radicais em 2026.

Os aliados de Bolsonaro mais ao centro entendem que não é hora de insistir em atitudes beligerantes. O ato da avenida Paulista no dia 6 de abril prejudicou, por exemplo, o diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para pautar o projeto de anistia aos condenados do 8 de janeiro.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por exemplo, tem evitado aparecer no front desses movimentos. Apesar de ter sido autorizado a voltar a conversar com Jair Bolsonaro, tem evitado declarações polêmicas. No dia do julgamento que tornou Bolsonaro réu, Valdemar estava num encontro com empresários e políticos, abordando questões relevantes para o setor de comércio. Ou seja, distância do tema 8 de janeiro. Valdemar não foi denunciado pelo Ministério Público.

No almoço de quinta, além de Bolsonaro, discursaram a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), o desembargador Sebastião Coelho, que defende o ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins perante o STF, o senador Magno Malta (PL-ES) e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL-PE). Houve ataques à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao Judiciário e um clamor pela “resistência” perante o STF.

Já nessa sexta (11), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, concedeu prazo de cinco dias para os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da suposta trama golpista apresentarem defesa prévia.

A abertura do prazo é a primeira medida assinada pelo ministro na ação penal aberta contra os acusados. Moraes é o relator do caso. A abertura é uma formalidade para cumprir a decisão da Primeira Turma da Corte que aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformou Bolsonaro, o general Braga Netto e outros acusados em réus.

Pela decisão, os acusados poderão alegar “tudo o que interesse à sua defesa”, além de indicar provas pretendidas e arrolar testemunhas, que deverão depor por videoconferência.

Alexandre de Moraes também confirmou que Bolsonaro e os demais acusados deverão prestar depoimento ao final da instrução. A data ainda não definida. O ministro acrescentou ainda que vai indeferir a inquirição de testemunhas “meramente abonatórias”, ou seja, de pessoas não possuem conhecimento dos fatos e são convocadas para somente para elogiar os réus. Nesses casos, os depoimentos deverão ser enviados por escrito pela defesas. Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e do portal de notícias g1.

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Vanderlei Stefani
12 de abril de 2025 01:06

Bozo vigarista = CARNIÇA

Vanderlei Stefani
13 de abril de 2025 00:27

O que está por trás da autorização de prisão domiciliar para Chiquinho Brazão, só problema de saúde não justifica, se fosse assim não seria preso nenhum bandido doente ,era só alegar problema de saúde e ir pra casa, tem mais coisa aí!🤔
Será que o Chiquinho delatou o morador da casa 58?
👇
https://g1.globo.com/…/moraes-autoriza-prisao…

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