Sábado, 18 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de julho de 2026
Dançar salsa pode ajudar jovens adultos com sintomas de depressão a se sentirem melhor, mostra um novo estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford e da Oxford Health NHS Foundation Trust.
O estudo testou um programa de dança salsa de oito semanas para jovens de 18 a 24 anos com sintomas depressivos leves a moderadamente graves — no total, foram 121 jovens participantes recrutados para o experimento — e divididos entre as aulas de salsa ou para um grupo de controle em lista de espera.
Os resultados, publicados na revista Psychological Medicine, mostraram uma redução significativamente maior nos sintomas depressivos do que aqueles que estavam na lista de espera — na avaliação final, a diferença entre os grupos foi equivalente a uma mudança de 2,45 pontos na escala de depressão PHQ-9, ultrapassando o limiar considerado clinicamente significativo.
O grupo da salsa também relatou maiores reduções na ansiedade social e um aumento mais acentuado na sensação de bem-estar diário.
“Infelizmente, a depressão é comum e está aumentando entre os jovens, e muitos não recebem apoio que considerem acessível, atraente ou pensado especificamente para eles”, afirmou o pesquisador de doutorado e autor principal do estudo, Brennan Delattre.
Os participantes também relataram uma melhora gradual no bem-estar ao longo do estudo, dizendo que se sentiram mais felizes com o passar do tempo. Segundo os pesquisadores, a salsa reúne características que podem contribuir para esse resultado: além de ser uma atividade física, é uma dança marcada pelo ritmo, exige interação com outra pessoa, estimula o contato social e, muitas vezes, acontece de forma leve e lúdica.
Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que a dança não substitui tratamentos ou outros cuidados voltados à saúde mental. Ainda assim, eles destacam que a prática pode funcionar como um complemento importante, auxiliando na redução de sintomas e promovendo benefícios ao bem-estar emocional quando associada ao acompanhamento adequado.
“Com muita frequência, existe uma lacuna entre o apoio à saúde mental disponível e os tipos de atividades que os jovens se sentem motivados a realizar. Estes resultados encorajadores sugerem que algo tão agradável e acessível como a dança social poderá um dia tornar-se parte de um conjunto mais amplo de ferramentas para apoiar a saúde mental dos jovens, em conjunto com os tratamentos existentes”, afirmou a coautora do estudo, Susannah Murphy, do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford.
Eles também afirmaram que, apesar dos resultados satisfatórios, são necessários mais estudos para explorar os benefícios da dança. (Com informações do jornal O Globo)
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