Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Educação Aulas presenciais seguem suspensas nas escolas gaúchas em junho

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Aulas remotas começam em 1º de junho nas escolas públicas

Foto: USP Imagens
Aulas remotas começam em 1º de junho. (Foto: USP Imagens)

O governo gaúcho informou, na tarde desta quarta-feira (27), que as aulas presenciais seguem suspensas no mês de junho no Rio Grande do Sul. “Por ora, a prioridade é o ensino remoto, o aprendizado em casa. Planejamos algo gradual para o retorno das aulas presenciais”, afirmou o governador Eduardo Leite.

“Não estamos falando de retorno presencial em junho. Estamos nos organizando para um retorno presencial lá na frente”, disse, ressaltando que ainda não há data definida, apenas projeções. “Há uma complexidade no retorno às aulas porque elas movimentam um grande contingente de pessoas”, explicou.

Leite indicou que a prioridade de retorno das aulas presenciais será para dois grupos: crianças pequenas e estudantes que estão concluindo o ensino médio. As atividades para esses alunos dentro das escolas podem recomeçar em julho, segundo ele.

O governador informou que serão divulgados protocolos de prevenção da Covid-19 específicos para as instituições de ensino, respeitando as bandeiras do distanciamento controlado de cada região.

O governo prevê cinco etapas de retorno das atividades de ensino no Rio Grande do Sul. A primeira etapa, com início na segunda-feira (1º), terá ensino remoto nas escolas das redes públicas e privadas. Muitas instituições privadas já adotaram essa modalidade de ensino a distância.

“A gente não acredita, de forma alguma, que o ensino a distância substitui o presencial, mas o ensino remoto é o que é possível neste momento”, declarou Leite.

A perspectiva do governo é de retomada total das aulas presenciais em todos os níveis de ensino apenas em setembro.

Segunda etapa

A segunda etapa de retorno, agora presencial, tem previsão de início em 15 de junho, com a volta de aulas do Ensino Superior, de pós-graduações e do Ensino Técnico Subsequente. A retomada será restrita ao estágio curricular obrigatório e às atividades práticas de ensino essenciais à conclusão de cursos, de pesquisa e em laboratórios. A estimativa é de que 41 mil alunos retornem às aulas nesta etapa.

Além disso, cursos livres – profissionalizantes, de idiomas, de artes, pré-vestibulares e similares – também poderão retomar as aulas, com a obrigação de estarem adaptados às regras estabelecidas nos protocolos do Estado. A previsão é de que esse tipo de atividade envolva o retorno de 100 mil estudantes. No entanto, a secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, lembra que a maioria dessas atividades não envolve aulas diárias, e que esse retorno acabará sendo distribuído ao longo dos dias da semana.

No próximo dia 15 de junho, o Executivo anunciará, de acordo com a realidade verificada no Rio Grande do Sul no momento, quais atividades poderão ser retomadas a partir de julho. “Trabalhamos, em um primeiro momento, com a retomada inicial de alunos da Educação Infantil e do Ensino Médio, embora ainda não haja definições. Há outros cenários possíveis também e vamos definir a melhor estratégia de retorno sempre com a preocupação em garantir a segurança de alunos, professores e funcionários”, reforçou Leite.

Educação Infantil e Ensino Médio

O Executivo analisa os cenários de retorno para identificar os grupos prioritários, de acordo com necessidades específicas. Neste período inicial de avaliação, identificou que há motivos para que as aulas da Educação Infantil e do Ensino Médio sejam as primeiras a serem retomadas, de forma gradual, no momento em que se mostrar adequado.

“Crianças menores necessitam da garantia de aprendizagem presencial, há necessidade de contato para que todo o potencial da criança seja desenvolvido”, lembrou o governador Eduardo Leite. No entanto, é mais difícil conscientizar crianças pequenas da importância do respeito às regras de higiene e de restrição de contato.

De outro lado, os jovens e adolescentes, que conseguem lidar melhor com aprendizagem à distância e ensino remoto, estão no último período de ensino antes do ingresso nas universidades ou no mercado de trabalho.

“A prioridade de retorno está nas duas extremidades, na Educação Infantil e no Ensino Médio. Temos de dar os corretos estímulos na base, para não perdermos a capacidade de aprendizagem das crianças, e também devido ao estímulo econômico, para que os pais possam deixar as crianças em um local seguro, com tranquilidade. Por outro lado, os estudantes do Ensino Médio precisam estar bem preparados para ingressar nas universidades e no mercado de trabalho”, ressaltou o governador.

Um eventual retorno da Educação Infantil e do Ensino Médio em julho, possibilidade que ainda está em discussão, passará pelo cumprimento de protocolos gerais e específicos de saúde, elaborados conjuntamente pelas secretarias de Educação e da Saúde.

A portaria, que deve ser publicada em 29 de maio, instituirá os Comitês Operacionais de Emergência em Saúde – COE Escola, que terão competência para reunir informações, convocar esforços, analisar situações e planejar e acompanhar ações. Também demandará a construção de um Plano de Contingência para prevenção, monitoramento e controle da transmissão da Covid-19 nas instituições com mais de cem pessoas, considerando alunos, professores e funcionários.

O secretário Faisal Karam explicou que cada escola terá autonomia para criar grupos de trabalho que ficarão responsáveis por fiscalizar a condição de EPIs (equipamentos de proteção individual), a higienização das escolas e a aferição da temperatura dos alunos. O governo do Estado ainda disponibilizará um aplicativo no qual poderão ser inseridas informações em tempo real a respeito de eventuais casos de alunos sintomáticos nas escolas.

Protocolos de abertura

1. Ensino Superior, pós-graduações e Ensino Técnico

Bandeira amarela e laranja

• Teto de operação: 50% do alunado (50/50 escala ou revezamento), restrito a atividades práticas de ensino essenciais à conclusão do curso, à pesquisa e a estágio curricular obrigatório. Atividades em laboratórios e plantão individualizado sob agendamento.

• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Bandeira vermelha e preta

• Teto de operação: 25% do alunado, restrito a atividades de laboratório essenciais à manutenção de seres vivos, sob agendamento.

• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

2. Cursos livres

Bandeira amarela e laranja

• Teto de operação: 50% do alunado (50/50 escala ou revezamento)

• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Bandeira vermelha e preta

• Fechado

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