Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de dezembro de 2015
O aumento da expectativa de vida do brasileiro de 74,9 para 75,2 anos, anunciado nessa terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), traz uma consequência negativa ao contribuinte. Por viver mais, quem se aposentar usando o fator previdenciário terá de trabalhar mais para que o valor inicial do benefício não seja reduzido. Essa sistemática não afeta quem se aposentar pela fórmula 85/95. A Tábua de Mortalidade divulgada é de 2014 e será usada para aposentadorias concedidas pela Previdência até 30 de novembro de 2016. A que vigorou até segunda-feira era de 2013.
Conforme cálculos do atuário especializado em previdência Newton Conde, diretor da Conde Consultoria e professor da Fipecafi-FEA/USP, a expectativa de vida aumentou em média 60 dias quando se comparam idades entre 40 e 80 anos – período em que se concedem aposentadorias. Esse aumento é praticamente o mesmo registrado pela Tábua de 2013. Antes, a média era de 40 dias.
Para o leitor entender o efeito do aumento de vida das pessoas sobre os benefícios pagos pela Previdência, Conde dá um exemplo tomando por base um trabalhador com 55 anos. Pela Tábua que vigorou até segunda-feira, ele viveria mais 25 anos, oito meses e 12 dias. Assim, a Previdência pagaria o benefício a esse trabalhador até os 80,70 anos. Pela divulgada nessa terça-feira, a expectativa é de que ele viva mais 25 anos, dez meses e 24 dias – ou seja, receberá o benefício até 80,90 anos, com aumento de 73 dias (quase dois meses e meio).
Fórmula 85/95
O fato de viver mais não afetará os trabalhadores que se aposentarem pela fórmula 85/95. Pela sistemática, já em vigor neste ano, as mulheres poderão se aposentar quando a soma da idade mais o tempo de contribuição atingir 85 pontos – 55 anos e 30 de contribuição, por exemplo.
Para homens, a soma tem de atingir 95 pontos (exemplo: 57 anos de idade e 38 de contribuição). Nesses casos, o trabalhador terá direito de escolher o maior benefício entre as fórmulas. Conde exemplifica: um segurado com 56 anos e 40 de contribuição (96 pontos), com média dos salários de 2 mil reais, estará no fator 0,83195 pelo novo cálculo. Aqui, seu benefício seria de 1.663,90 reais – 83,1% da média.
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