Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de dezembro de 2015
O governo cubano anunciou na noite de segunda-feira o restabelecimento de restrições de viagens ao exterior para médicos especialistas, a fim de evitar uma fuga de cérebros provocada, segundo Havana, por desproporcionais políticas migratórias dos Estados Unidos. Esta é a primeira grande mudança na política de emigração desde que o regime do presidente Raúl Castro retirou, em janeiro de 2013, as restrições de viagens de cubanos ao exterior, como parte de reformas sociais e econômicas.
Conforme comunicado publicado na mídia estatal, médicos especialistas precisarão de autorização do Ministério da Saúde para sair do país. A medida, que entrará em vigor no dia 7, busca evitar a fuga de cérebros e “garantir a nosso povo um serviço de saúde eficiente e de qualidade”, diz o texto, divulgado no site do Granma, jornal do Comitê Central do Partido Comunista.
O documento diz que, durante os três anos que se passaram desde a flexibilização da política de emigração, quase 500 mil cubanos saíram do país, a maioria de forma temporária, o que representa crescimento de 81% em relação às viagens registradas entre 2010 e o fim de 2012. A restrição do governo cubano não terá impacto na participação de profissionais no programa Mais Médicos, segundo o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde, que intermediou o convênio entre Brasil e Cuba.
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