Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Mundo Autoridades interceptam carta com veneno enviada à Casa Branca

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Nível de oxigenação do sangue chegou a ficar a 93%, após ser diagnosticado com a Covid-19. (Foto: Joyce N. Boghosian/The White House)

Uma carta com uma substância suspeita foi interceptada pelo serviço postal da Casa Branca durante esta semana. A informação foi divulgada neste sábado (19) por meios da imprensa local. Segundo os veículos, fontes do FBI confirmaram a presença de ricina dentro de um envelope. A substância é letal e pode ser naturalmente extraída da mamona.

Fontes do Serviço Secreto disseram ao jornal “The New York Times” que o envelope foi enviado de um endereço no Canadá. Segundo a publicação, o material tóxico foi recolhido antes de chegar ao centro de distribuição que fica dentro da sede do governo norte-americano.

A rede de notícias CNN também citou fontes ligadas a segurança nacional para dizer que dois testes foram feitos para comprovar a presença de ricina. Ela disse também que a carta seria endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo a agência de notícias Reuters, a polícia federal norte-americana confirmou a investigação sobre uma “carta suspeita” enviada para o serviço postal, mas disse que não há, “neste momento”, ameaça à segurança pública.

Todas as correspondências endereçadas para a Casa Branca passam por uma triagem em busca de produtos tóxicos ou perigosos, como medida de segurança. Em 2013, uma carta com ricina foi enviada para o então presidente Barack Obama. Ela foi interceptada pelo Serviço Secreto.

A ricina é uma toxina que tem origem na mamona e que pode matar uma pessoa apenas com uma pequena quantidade. Os sintomas de contaminação podem ser confundidos com os de uma pneumonia, já que a vítima tem problemas respiratórios, febre, tosse, enjoo e rigidez no peito.

Outras cartas

Em 2013, uma carta com “substância suspeita” foi enviada ao presidente Barack Obama,  segundo o Serviço Secreto dos EUA informou na época, polícia especial responsável pela segurança presidencial.

A substância também era a ricina,  toxina de origem vegetal.

O incidente foi anunciado dois dias após um ataque ter matado 3 pessoas e ferido 176 na chegada da Maratona de Boston, mas o FBI descartou conexão entre os incidentes.

“Em 16 de abril de 2013, uma carta dirigida ao presidente que continha uma substância suspeita foi recebida no centro postal da Casa Branca”, afirmou Edwin Donovan, porta-voz do Serviço Secreto na época.

O centro fica fora do complexo residencial da Casa Branca.

“Este centro detecta habitualmente as cartas ou pacotes que devem passar por um exame adicional ou análise científica antes de serem entregues”, explicou Donovan.

Na véspera, em 15 de abril de 2013, uma carta com a mesma substância letal enviada ao senador republicano Roger Wicker foi interceptada no Capitólio.

O veneno foi detectado durante uma inspeção de rotina em uma dependência externa do prédio do Congresso.

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