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Geral Bancada ruralista condena novas ocupações do MST em Goiás e Pernambuco

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Em Petrolina (PE), a terra foi desocupada após o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, negociar com o MST. (Foto: Divulgação)

A bancada ruralista condenou nessa segunda-feira (31), por meio de nota, as novas invasões feitas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) a áreas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), em Pernambuco, e do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Goiás. Em Hortolândia (GO), os sem-terra receberam notificação para desocupar as terras há uma semana, mas permanecem no local. Já em Petrolina (PE), a terra foi desocupada após o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, negociar com o MST.

“A estratégia atual de invadir terras do INCRA e da Embrapa, como acontece em Petrolina (PE) e Hidrolândia (GO), não diminui o crime, ao contrário, expõe a segurança dos criminosos no governo federal, que diz manter diálogo com o MST”, afirma a nota emitida pela Frente Parlamentar Agropecuária.

A terra em Goiás foi retirada dos antigos proprietários por determinação judicial. O local era usado para exploração sexual e tráfico internacional de pessoas, informou o Incra, em nota. O órgão afirma que “não houve qualquer tipo de autorização ou conivência do instituto em relação à ocupação de integrantes de movimentos sociais na referida área”.

Há sete dias, os sem-terra foram notificados a sair em até dez dias. Em Pernambuco, famílias invadiram nessa segunda-feira uma terra que já havia sido ocupada em abril. O MST alega que o governo não cumpriu com o acordo sobre os assentamentos, mas acabou saindo das terras após receber garantias do ministro Paulo Teixeira.

O episódio deu fôlego para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o MST, que deseja trazer Paulo Teixeira, para depor na terça-feira da próxima semana.

Relator da CPI do MST, o deputado Ricardo Salles (PL-SP) disse que a invasão será considerada quando ele elaborar o parecer do colegiado e também servirá como uma das justificativas para prorrogar a duração da CPI. De acordo com ele, a expectativa é que a comissão ouça José Rainha, sindicalista que já foi um dos líderes do MST, nesta quinta-feira. “Essa invasão demonstra, mais uma vez, que a versão de que eles só invadem área improdutiva é balela”, afirmou Salles.

Nota

Confira a íntegra da nota da bancada ruralista: “A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) chama a atenção de veículos de imprensa e demais autoridades para a retomada de invasões de terras no Brasil. Invasão de terras é crime previsto na Constituição Federal. A estratégia atual de invadir terras do INCRA e da Embrapa, como acontece em Petrolina (PE) e Hidrolândia (GO), não diminui o crime, ao contrário, expõe a segurança dos criminosos no governo federal, que diz manter diálogo com o MST. A invasão em questão, não é apenas um atentado a propriedade privada, mas a cada cidadão brasileiro. Trata-se de área preservada de uma das mais importantes e emblemáticas empresas brasileiras, referência mundial de pesquisa e tecnologia. A FPA seguirá de forma irrevogável, a favor do direito de propriedade e contra qualquer tipo de invasão. A reforma agrária possui mecanismo de assentamento legal. Ressalta-se ainda que a lista de precedência organizada pelo governo federal deve ser respeitada, sem prioridade para invasores em detrimento dos demais que esperam por sua vez e não desejam virar criminosos e massa de manobra em sindicatos fraudulentos. A pacificação no campo passa por políticas públicas de qualidade, mas também por ações sérias e contundentes, que se não surgem do Executivo, surgirão do Legislativo e de quem defende, de fato, o território nacional e a propriedade privada no Brasil.” As informações são da revista Veja e do jornal O Globo.

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