Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2015
O bilionário mexicano Ricardo Salinas, um dos homens mais ricos da América Latina, trava uma queda de braço com o BC (Banco Central). Há sete anos, ele abriu o banco Azteca em Pernambuco. Seria sua plataforma de lançamento para todo o País, mas a aposta deu errado.
Agora, o empresário tenta fechar as portas e deixar o Brasil, mas o BC só autoriza a saída se houver injeção de 17 milhões de reais para equilíbrio das contas. Segundo representantes do Azteca, existe ameaça de intervenção. O banco alega que já devolveu aos correntistas 94% do dinheiro depositado em suas contas. Além disso, se compromete a quitar 48 milhões de reais que estão aplicados em investimentos financeiros.
Pelos planos do Azteca, o pagamento seria feita à medida que recebesse os empréstimos concedidos e que vencem até 2019. Para isso, manteria uma equipe no País. No dia 15 de dezembro, no entanto, o BC avisou formalmente ao banco que não concorda. O BC afirmou que “o cancelamento da autorização para funcionamento depende, dentre outros aspectos, do pagamento integral dos passivos”.
Sem sucesso
O Azteca foi lançado em Pernambuco em 2008, junto com a rede de lojas Elektra, também de Salinas. O projeto era que banco e lojas aproveitassem o “boom” de consumo do Nordeste, ganhassem tamanho e depois partissem para outras regiões do País.
O banco tinha apenas uma agência e pontos de venda dentro das 70 lojas de móveis e eletroeletrônicos que a Elektra chegou a ter no auge, em 2011. O Azteca financiava os clientes da rede e oferecia conta corrente, investimentos e cartão de crédito.
Mas o modelo, voltado para a população de baixa renda, não pegou. A crise econômica deixou a situação insustentável e em maio a Elektra foi fechada e entrou em recuperação judicial. Ao mesmo tempo, dizem os mexicanos, o BC foi avisado de que o Azteca seria fechado. (Folhapress)
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