Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de março de 2016
O tempo em que os bancos deixavam clientes por meses e meses no rotativo do cartão de crédito ou no cheque especial chegou ao fim. Com a recessão, as principais instituições passaram a turbinar linhas de crédito de prevenção à inadimplência. Esse tipo de produto financeiro tem juros menores e prazos maiores. Foi criado há cerca de dois anos, quando era fácil conseguir crédito na praça.
Naquele momento, os bancos temiam que os tomadores de empréstimos perdessem o controle do seu orçamento. Com a recessão, as chances de inadimplência são ainda maiores. Por isso, os bancos se anteciparam oferecendo o produto. “Ninguém quer cliente negativado”, diz Rodrigo Cury, superintendente-executivo do Santander da área de cartões. “O bom cliente é aquele que fica dez anos e não aquele que em alguns meses deixa de pagar e eu o perco”, afirma.
No Santander, qualquer correntista pode optar por aderir ao Sob Controle, nome do produto “anti-inadimplência” do banco, caso perceba que está perto da inadimplência ou entrando no cheque especial todo mês.
Já o Banco do Brasil monitora a movimentação de seus correntistas e oferece o CDC Renovação para clientes que se enquadram em um perfil previamente definido. “A oferta vai para um cliente que utiliza mais de 50% do limite do cheque especial por mais de 60 dias, por exemplo”, explica Edmar Casalatina, diretor de empréstimos e financiamentos do BB.
O Itaú Unibanco possui o Sob Medida, que unifica contratos de crédito pessoal, cheque especial e cartão de crédito em um único produto.
A opção por uma dessas linhas “anti-inadimplência” pode ser benéfica, mas não em todos os casos. Segundo consultores, é preciso analisar as taxas de juros e o prazo antes de fechar o contrato. O presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos, recomenda esse tipo de linha para quem está refém do cheque especial ou do cartão de crédito. “Você vai dobrar a dívida [do cheque especial ou do cartão] em pouco tempo”, alerta. (Vinicius pereira/Folhapress)
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