Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de julho de 2026
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o pregão dessa terça-feira (28) em alta de 0,70%, aos 176.564 pontos, impulsionado pela divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de julho, que veio significativamente abaixo das expectativas do mercado e reforçou as apostas de um corte da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
A prévia da inflação desacelerou para 0,06% em julho, ante expectativa de 0,20%, enquanto o acumulado em 12 meses caiu para 4,52%, abaixo da projeção de 4,80%. O resultado também mostrou desaceleração dos núcleos de inflação, considerados pelo mercado um dos principais indicadores para a condução da política monetária.
Para Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, o dado fortalece o cenário para uma flexibilização dos juros já em agosto. “Não foi apenas um número abaixo do consenso, mas abaixo até do piso das projeções do mercado. A desaceleração dos núcleos reforça nossa expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic”, afirma. O único ponto de atenção, segundo ele, foi a alta de 3% na energia elétrica.
No mercado de câmbio, dólar fechou perto da estabilidade nessa terça-feira (28), com leve alta de 0,17%, cotado a R$ 5,121. A perspectiva de juros menores também provocou queda generalizada na curva de juros futuros e impulsionou setores mais sensíveis ao custo do crédito. Entre os destaques positivos da sessão estiveram Marfrig e JBS, beneficiadas pela recomendação de compra do JP Morgan e pela reabertura da fronteira para exportação de gado entre México e Estados Unidos. A Hapvida também figurou entre as maiores altas, refletindo o impacto positivo de um cenário de juros mais baixos para empresas mais alavancadas.
Na ponta negativa, as ações da TIM lideraram as perdas após análise da XP apontar desaceleração no crescimento da receita por cliente, apesar de os resultados terem vindo em linha com o esperado. Papéis de seguradoras também recuaram, enquanto a Vale foi pressionada pela queda dos preços do minério de ferro.
Para a próxima sessão, o mercado deve adotar postura mais cautelosa à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve. A expectativa predominante é de manutenção dos juros nos Estados Unidos, enquanto investidores seguem atentos às sinalizações sobre os próximos passos do banco central americano e aos desdobramentos do cenário geopolítico no Oriente Médio. As informações são da revista Veja e do jornal Folha de S.Paulo.
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