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Política Bolsonarista e ex-PM: quem é a vice que assume governo de Santa Catarina interinamente

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A governadora interina de SC, Daniela Reinehr

Foto: Reprodução/Instagram
A governadora interina de SC, Daniela Reinehr. (Foto: Reprodução/Instagram)

Com a aprovação do parecer do pedido de impeachment do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) e seu consequente afastamento do cargo por 180 dias, quem assume o governo do estado é a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido), que também estava sendo investigada.

Tanto Daniela quanto o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) são acusados de crime de responsabilidade fiscal, por conta de um aumento salarial dado a procuradores do estado em 2019. Com o afastamento de Moisés, ela passa a ser a primeira mulher a governar o estado de Santa Catarina e, com isso, o país conta agora com duas mulheres governadoras no poder: ela e Fátima Bezerra (PT), que comanda o Rio Grande do Norte.

Advogada, produtora rural e ex-policial militar, Daniela é casada, tem 43 anos e é mãe de dois filhos. À Justiça eleitoral no momento do registro de sua candidatura em 2018, ela declarou patrimônio de R$ 944 mil.

Eleita pelo PSL, ela deixou o partido no dia seguinte do movimento feito pelo presidente Jair Bolsonaro, em novembro de 2019.

Em janeiro deste ano, ela afirmou em entrevista ao portal NSC Total que sempre considerou natural ser mulher, e chegou onde quis, vencendo todos os desafios. Mas passados um ano da eleição, ela, casada e mãe de dois, diz que percebeu as dificuldades que existem em ser mulher.

“Outro dia brinquei no gabinete, porque alguém disse ‘olha, isso a esposa do governador faz’ e eu respondi ‘olha, vai ser difícil eu conseguir uma esposa’ (risos). Eu me dei conta de que sempre havia uma esposa atrás do governador, do vice-governador. A esposa tem essa característica de estar sempre dando suporte. Eu não tenho a esposa. Meu esposo está longe, lá em Chapecó, não tem como largar a carreira e me acompanhar, nem largar nossa vida, nossa casa, tudo lá”, disse.

Ela também falou da sobrecarga feminina. “Essa condição de ser mulher, hoje eu percebo que é muito diferente. A mulher está sempre com os filhos. A gente agrega responsabilidades e não delega as anteriores. Acho que me dei conta das dificuldades que a mulher tem, do quanto mais precisamos nos superar para estarmos onde conseguimos estar”, disse ao portal.

Apoiadora de Jair Bolsonaro (sem partido), diz que o presidente é a “personificação das nossas esperanças de mudar nosso país para melhor e, junto com seu nome, defendemos e elegemos a sua proposta!”

Em julho, ela acompanhou o presidente no sobrevoo às áreas afetadas pelo ciclone que atingiu o Estado, e para os seus 27 mil seguidores no Instagram, publicou uma imagem ao lado do presidente para pedir justiça a ela própria na votação que analisava seu eventual afastamento do cargo.

Em dezembro de 2019, ao lado do então ministro da Justiça Sergio Moro, Daniela foi homenageada pelo Congresso Nacional com a Medalha Patriótica – Sociedade Civil 2019 em reconhecimento ao combate à corrupção.

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