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Brasil Bolsonaristas protestam em frente à casa do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, chamando-o de comunista

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Ministro sofreu acusações de militantes pró-bolsonaro. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Um grupo de manifestantes pró-Bolsonaro fez um protesto em frente ao prédio onde o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tem residência, em São Paulo – o magistrado suspendeu a nomeação do novo diretor da Polícia Federal que tinha sido definida pelo presidente Jair Bolsonaro.

Com uso de um megafone, cerca de 20 manifestantes, com carros parados na calçada cobertos com a bandeira do Brasil, xingavam Moraes e pediam para que ele descesse até a rua. O ministro foi chamado de “comunista que não gosta de polícia” e que estava “com medo do Ramagem”.

O jornal Estado de São Paulo apurou que duas pessoas acabaram detidas pela Polícia Civil de São Paulo e que podem ser alvos processo por ameaça, calúnia, injúria e difamação. Procurado pela reportagem, o ministro não comentou o assunto.

As agressões e ameaças contra o ministro do STF têm origem em sua decisão tomada na quarta-feira (29). Poucas horas antes da cerimônia de posse do novo diretor-geral da PF, Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro escolhido para ocupar o posto, Alexandre de Moraes suspendeu a nomeação. A decisão liminar atendeu a um pedido apresentado pelo PDT após o governo baixar decreto confirmando a indicação.

De acordo com Moraes, as declarações anteriores dadas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobre a tentativa de interferências na autonomia da corporação, além da divulgação de mensagens trocadas com o ex-ministro e a abertura do inquérito no próprio Supremo para investigar as acusações, motivaram a necessidade de impedir a posse de Ramagem.

Condenação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, condenou as agressões contra profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo que acompanhavam a “carreata da morte” realizada neste domingo.

“As agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato e pelo ferimento à Democracia e ao Estado de Direito, não podendo ser toleradas pelas Instituições e pela Sociedade”, escreveu o ministro.

Apoio

Diretores das faculdades de Direito da USP, PUC-SP, Mackenzie, Uninove, FAAP e IBMEC divulgaram, na última quinta-feira (30), uma nota pública de apoio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O texto é assinado pelos professores Floriano de Azevedo (USP), Gianpaolo Poggio Smanio (Mackenzie), Pedro Paulo Teixeira Manus (PUC-SP), André Lemos Jorge (Uninove), José Roberto Neves Amorim (FAAP) e Alan Vendrame (IBMEC).

As primeiras manifestações ocorreram na quinta, quando o presidente Jair Bolsonaro atacou o ministro, que, na véspera, havia desconstituído a nomeação do diretor-geral da Polícia Federal escolhido pelo Planalto. Em mais uma de suas derrapadas retóricas, o chefe do Executivo federal sugeriu que o ministro Alexandre foi escolhido para o STF por ser amigo de Michel Temer — presidente da República à época da nomeação dele.

Na nota divulgada, os professores das faculdades de Direito rebatem Bolsonaro, listando feitos de Alexandre de Moraes e afirmando que os fatos “demonstram que Sua Excelência reúne, sobejamente, os requisitos técnicos indispensáveis ao cargo de Ministro da Suprema Corte”.

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