Sexta-feira, 07 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de setembro de 2020
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que aqueles que praticam esportes brigam menos em casa. A declaração foi dada na quarta-feira (2), em cerimônia no Palácio do Planalto, quando o presidente recebeu o Discóbolo de Ouro, que é o símbolo da educação física e a mais alta honraria concedida pelos Conselhos Regionais de Educação Física no país.
Em seu discurso após receber a distinção, Bolsonaro afirmou que a educação física é uma profissão que precisa ser mais valorizada no país, e citou sua relação com a melhora na saúde das pessoas.
“Estimulando a prática esportiva, você está ajudando inclusive a gastar menos com saúde, está ajudando a ter menos briga em casa, porque se o cara gastou as energias lá fora chega em casa mais tranquilo. E tem menos problema, passa a ser um exemplo para a família, então a profissão nossa realmente é meritória”, afirmou.
Ainda durante seu discurso, o presidente afirmou que quem tem bom preparo físico pode lidar melhor com os riscos de contaminação pelo novo coronavírus.
“Quando se fala nessa tal de pandemia, que desde o começo eu apanhei muito, né? O que eu falo é quem tem um bom preparo, quem tá bem de saúde não tem que se preocupar. É igual a uma chuva. Se o cara está com problema, qualquer chuvinha vira ali uma pneumonia e pode ter problema”, afirmou.
Bolsonaro se formou, no início da década de 1980, pela Escola de Educação Física do Exército. Atualmente, há cerca de 450 mil profissionais de educação física no País.
Abertura do comércio
Já nesta quinta-feira (3), em discurso na Câmara de Vereadores de Eldorado (SP), Bolsonaro pediu que governadores e prefeitos abram em definitivo o comércio no país, apesar do ainda alto número diário de casos de Covid-19 e mortes pela doença no país.
“O esforço foi feito, agora a gente apela aos governadores, já que não tenho autoridade para tal, o Supremo Tribunal Federal me tirou essa possibilidade nessa área, espero que governadores e prefeitos, obviamente com as suas devidas responsabilidades, abram em definitivo o comércio”, disse Bolsonaro.
O presidente citou a Organização Mundial da Saúde, de quem disse “não ter a menor credibilidade”, para dizer que o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom, agora “diz que não podemos dissociar vida da economia. E também que devemos aprender a conviver com o vírus mesmo após a vacina que está por vir.”
Bolsonaro citou o pagamento do auxílio emergencial, que foi estendido esta semana pelo governo e será pago até dezembro, mas com valor menor. A redução foi criticada por apoiadores nas redes sociais do presidente, com pessoas reclamando que não seria possível viver com os 300 reais que serão pagos a partir de agora – até agosto, o auxílio era de 600 reais.
“Eu sei que para quem recebe é pouco, mas para quem paga, o Brasil, é muito. Não podíamos continuar nos endividando a quase 50 bilhões (de reais) por mês”, justificou. As informações são da Agência Brasil e da agência de notícias Reuters.
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