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Brasil O corpo de uma criança foi localizado nos escombros do prédio no Centro de São Paulo que desabou

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O IML vai analisar os restos mortais para fazer exames comparativos com o material genético de parentes dos desaparecidos. (Foto: Reprodução)

O Corpo de Bombeiros encontrou, na manhã desta terça-feira (08), o corpo de uma segunda vítima do desmoronamento do prédio no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo. Segundo informações iniciais, o corpo é de pequeno porte e pode ser de uma criança.

“Agora, às 6h30min, em uma escavação manual, foi localizada o corpo de uma vítima de pequeno porte, podendo ser de uma criança. As equipes estão intensificando as buscas no local, porque há indícios de que outras vítimas possam ser encontradas na mesma região”, disse o capitão Palumbo.

Duas crianças são procuradas após a tragédia – os gêmeos Welder e Wender, de 9 anos, filhos de Selma, também considerada desaparecida. O corpo achado tem sinais de carbonização, segundo Palumbo. “O Corpo de Bombeiros agora vai focar naquela área para que a gente possa saber há outras vítimas ali”, completou. A área é diferente da de onde foi encontrado o primeiro corpo, de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, na sexta-feira (04).

“Começamos ontem [segunda] à noite. A própria cadela Sara passou pelo local e ela esboçou grandes indícios, mas o que foi determinante foi a remoção dos escombros de forma selecionada. Às 6h50min, os bombeiros estenderam uma lona azul durante as buscas aos escombros, próximo à Igreja”, prosseguiu o capitão.

Segundo o tenente Derrite, “o IML [Instituto Médico Legal] vai analisar os restos mortais para fazer exames comparativos com material genético de parentes dos desaparecidos. Somente após isso é que terão a confirmação de quem é a vítima”.

Curto-circuito

As investigações da Polícia Civil identificaram que um curto-circuito causou o incêndio do prédio que, cerca de uma hora depois, desabou no Largo do Paissandu.

Em entrevista concedida na área onde os bombeiros fazem o rescaldo do acidente, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, revelou que, segundo as apurações, o curto-circuito aconteceu em uma tomada de um dos cômodos do quinto andar do edifício Wilton Paes de Almeida. O secretário informou que três aparelhos domésticos estavam ligados na tomada: um micro-ondas, uma geladeira e uma televisão.

“Não foi uma briga de casal, nada disso”, disse Mágino, rechaçando as primeiras hipóteses levantadas após o acidente de que o incêndio teria sido causado após a explosão de um botijão de gás ou de uma panela de pressão sequente a uma briga entre moradores. “O que aconteceu foi a fatalidade. Em um prédio que tinha diversas irregularidades, essa tomada ligava três aparelhos e terminou vitimando essa família que ocupava esse cômodo”, afirmou.

O secretário informou que, no local, morava uma família de quatro pessoas: um homem, uma mulher e duas crianças. A mãe deixou o prédio com um bebê de colo e prestou depoimento. Já o pai se feriu ao tentar socorrer a outra criança, de 3 anos. A filha está internada em estado grave na Santa Casa de São Paulo. O pai está no Hospital das Clínicas e teve dois terços do corpo queimado.

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