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Geral Brasil deixa a liderança dos juros mais altos do mundo

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(Foto: Reprodução)

Com mais uma queda da taxa Selic nesta quarta-feira (20), o Brasil deixou de ter a maior taxa de juros reais do mundo – lugar que ocupava desde outubro de 2022, de acordo com levantamento compilado pelo MoneYou. A lista mostra que o país foi superado pelo México depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros do país, para 12,75% ao ano.

O juro real é formado pela taxa de juros nominal do país subtraída a inflação prevista para os próximos 12 meses. É uma medida de comparação de aperto monetário entre vários países.

Com a redução anunciada nessa quarta-feira pelo Banco Central, os juros reais do país ficaram agora em 6,30%. Em primeiro lugar, o México acumula juros reais de 6,61%. Em terceiro vem a Colômbia, com 5,1%.

Na ponta oposta do ranking está a Argentina, que apesar de ter as taxas nominais mais altas da lista (118% ao ano), enfrenta também uma hiperinflação, que derruba as taxas reais.

No comunicado divulgado após a reunião, o comitê brasileiro argumentou que a redução da taxa Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e, em grau menor, o de 2025”.

O Copom voltou a defender que o cenário demanda “serenidade”, mas já sinalizou que poderá cortar novamente a Selic em 0,5 ponto percentual no próximo encontro.

Segundo corte de juros

O país iniciou em agosto um ciclo de queda da taxa básica de juros. Por cerca de 12 meses, a Selic se manteve na casa dos 13,75% ao ano. Essa foi a segunda redução de 0,50 ponto percentual promovida pelo BC.

Especialistas ouvidos pelo portal de notícias G1 justificaram que os cortes ocorreram por conta de uma leve desaceleração dos núcleos de inflação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O cálculo capta a tendência dos preços de diversos produtos no país, desconsiderando choques temporários ou sazonais.

O IPCA subiu 0,23% em agosto, segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o país passa a ter uma inflação acumulada de 4,61% na janela de 12 meses.

Apesar de o IPCA ter voltado a subir nos últimos meses, o movimento já era esperado pelo mercado. A tendência, portanto, é que o BC siga com cortes nos juros se a trajetória dos preços seguir controlada.

A expectativa de Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, por exemplo, é de que o BC possa acelerar o ritmo de cortes nas próximas reuniões do Copom, passando para reduções de 0,75 ponto percentual. As informações são do portal de notícias G1.

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