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Geral Brasil gera 1,3 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre

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Na parcial de 2025, foram abertas 1,71 milhão de vagas formais, com queda de 14%. (Foto: EBC)

O mercado formal de trabalho registrou no primeiro semestre deste ano uma abertura de 1,3 milhão de empregos, o saldo positivo entre admissões e demissões. O resultado representa alta de 26,21 % na comparação com os primeiros seis meses de 2023, quando foram abertas 1,030 milhão de vagas formais.

Os dados são do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho nessa terça-feira (30).

Em junho, foram gerados 201.705 empregos, crescimento de 28,31% , em relação ao saldo registrado no mesmo período de 2023, que foi de 157.198 postos. É um número acima das previsões do mercado, cuja mediana das expectativas apontava a criação de 160 mil vagas, de acordo com uma pesquisa do jornal Valor Econômico.

Ao apresentar os dados do Caged, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a meta é fechar 2024 com dois milhões de empregos. Mas disse, contudo, esperar que “eventos”, como juros elevados não atrapalhem o mercado de trabalho. Marinho é um crítico recorrente de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC).

“Estamos olhando, acompanhando e torcendo para eventos não atrapalhem o desempenho do mercado de trabalho. A gente espera que os colegas do Banco Central, de fato, tenham um olhar para o que está acontecendo na economia, no mercado de trabalho, na indústria, para o mundo real e possam retomar à redução dos juros”, afirmou o ministro.

A Selic, taxa de juros básica da economia, está em 10,50% ao ano e deve ser mantida neste patamar pelo BC na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta quarta-feira (31).

No primeiro semestre de 2024, os empregos formais foram puxados pelo setor de serviços, que apresentou saldo positivo de 716.909, crescimento de 55,14% do saldo total. A indústria também apresentou saldo positivo de 242.314 no ano, com destaque para a produção de álcool (11.747) e fabricação de embalagens de material plástico (7.786). A construção civil ficou em terceiro lugar com180.779 postos, seguida pela agropecuária, com saldo positivo de 73.809.

O ministro destacou a recuperação das contratações na indústria:

“Queria destacar o papel da indústria, que estava andando de lado no ano passado. Este ano, ela começou bem e espero que continue”, disse Marinho.

Tanto em junho, quanto no semestre a indústria teve desempenho acima do verificado no ano passado. O setor é conhecido por pagar melhores salários. Neste ano, a indústria abriu 106.394 novas vagas.

O nível do emprego formal cresceu em todas as regiões no primeiro semestre deste ano, sendo que os estados com que mais contrataram foram São Paulo (379.242), Minas Gerais (162.139), e Paraná (109.913).

O Rio Grande do Sul registrou um saldo positivo de 38.742 vagas formais criadas no primeiro semestre, com 784.391 admissões e 745.649 desligamentos no período. As informações são do jornal O Globo e do Ministério do Trabalho e Emprego.

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