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Política Brasil não aguenta mais reajuste de combustíveis, diz Bolsonaro

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A atual política de preços da Petrobras foi implementada em 2016.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A atual política de preços da Petrobras foi implementada em 2016. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar neste sábado (7) os sucessivos reajustes de preço dos combustíveis anunciados pela Petrobras, em discurso no encerramento da 23ª Feira Nacional da Soja, realizada em Santa Rosa, no Noroeste do Estado.

“Nesta semana, vocês estão conhecendo um pouco mais o que é a Petrobras aqui no Brasil. Eles sabem que o país não aguenta mais um reajuste de combustível em uma empresa que fatura dezenas de bilhões de reais por ano, às custas do nosso povo brasileiro”, afirmou o presidente.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina comum subiu pela quarta semana consecutiva no Brasil e registrou o maior preço médio da série histórica. Nesta semana, o combustível foi verificado com o preço médio de R$ 7,29 no Brasil, aumento de cerca de um centavo em comparação com os R$ 7,28 da semana anterior.

Novo presidente

Na sexta-feira, em sua primeira conferência com investidores depois de ter anunciado o lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre de 2022 da Petrobras, o novo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho reiterou os compromissos da estatal com o preço de paridade internacional (PPI) dos combustíveis.

“O que nos leva ao resultado de hoje, além da elevação do preço do barril de petróleo, é a gestão responsável. Não podemos nos desviar dos preços de mercado, uma condição necessária para a geração de riqueza, não só para a companhia, mas para toda a sociedade brasileira, para o país”, afirmou Ferreira Coelho. Os comentários dele ocorreram um dia depois de Bolsonaro ter classificado o lucro da Petrobras como um “estupro”.

A atual política de preços da Petrobras foi implementada em 2016, durante o governo do então presidente Michel Temer (MDB), e baseia os custos dos combustíveis nas despesas de importação, que variam com o câmbio e incluem custos de transporte tarifas portuárias.

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