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Política Brasil quita R$ 2 bilhões em dívidas com a ONU e mais 4 órgãos

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Na prática, o pagamento dessas dívidas assegura ao Brasil poder de negociação nesses organismos.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo o Itamaraty, a escalada militar pode "gerar danos irreversíveis para a paz e a estabilidade" na região e no mundo. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil quitou em 2024 R$ 1,9 bilhão em dívidas com a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos multilaterais. Na prática, o pagamento dessas dívidas assegura ao Brasil poder de negociação nesses organismos.

Isso porque, nos fóruns internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado colocar diante do mundo que o Brasil é um dos principais defensores do multilateralismo. Se o país não estiver em dia com suas obrigações financeiras, dizem diplomatas, não tem poder para pautar temas ou fazer exigências em negociações.

O funcionamento de organismos internacionais como a ONU e o Mercosul é custeado pelos Estados-membro, e o pagamento anual dessas cotas é previsto nos próprios tratados de fundação dessas entidades. Países que deixam de pagar suas cotas podem, inclusive, ser suspensos dos fóruns de negociação.

Conforme a nota do ministério, a quitação das dívidas envolve pagamentos a diversos organismos, entre os quais:

– Organização das Nações Unidas (ONU);
– Organização Mundial do Comércio (OMC);
– Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco);
– Organização Mundial da Saúde (OMS)
– Organização Internacional do Trabalho (OIT).

“Esse quadro de adimplência junto a organismos internacionais reafirma o compromisso brasileiro com o fortalecimento do multilateralismo, da cooperação internacional e da integração regional, ao mesmo tempo que reforça o comprometimento do governo com a responsabilidade fiscal na gestão dos recursos públicos”, afirmou o Itamaraty.

“Com a quitação de suas obrigações financeiras, o Brasil assegura sua participação plena e ativa nos principais fóruns globais e regionais, em favor da paz, da segurança, dos direitos humanos, da integração econômica e do desenvolvimento sustentável”, acrescentou o ministério.

Em discursos recentes, Lula vem defendendo que a ONU seja reformada e assuma um papel de maior protagonismo na mediação de conflitos globais. Na área ambiental, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Brasil também quitou dívidas com tratados internacionais, entre os quais a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima; Protocolo de Quioto; e Convenção de Estocolmo.

“Esses pagamentos reafirmam o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a preservação ambiental”, afirmou o Itamaraty.

O presidente Lula tem defendido nos fóruns globais que as grandes potências econômicas mundiais devem se comprometer a ajudar os países em desenvolvimento, por exemplo, no financiamento de medidas de proteção ambiental.

Nesse contexto, durante o ano de 2024, o Brasil presidiu o G20 e colocou nos eixos centrais de discussão o desenvolvimento sustentável e a transição energética.

Além disso, no ano que vem, o Brasil vai sediar a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) e o Brics, pautando entre os temas centrais a proteção do meio ambiente. As informações são do portal de notícias G1.

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